O delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, afirmou nesta quinta-feira que as imagens do circuito interno de câmeras do condomínio Península e os depoimentos colhidos apontam contradições na versão apresentada pela jovem de 19 anos, que diz ter sido estuprada por três adolescentes em um matagal atrás do conjunto de prédios de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Segundo Nogueira, os suspeitos levaram as fitas de vídeo do condomínio na delegacia na noite de hoje. O delegado diz não desconfiar que as fitas possam ter sido manipuladas pelos suspeitos. Porém, ele vai pedir as mesmas imagens para a administração do condomínio nesta sexta-feira (26).

De acordo com o delegado, a menina alegou que os três suspeitos --todos de 16 anos-- a impediram de deixar uma trilha localizada no condomínio e, em seguida, foi violentada. Entretanto, o delegado afirmou que as imagens do circuito interno confirmaram a versão dos rapazes, que disseram que a estudante decidiu ir à trilha apenas com um deles. Os outros dois, segundo o delegado, aparecem saindo da festa e seguindo para seus respectivos apartamentos.

Depois de admitir ter consumido bebidas alcoólicas, a estudante disse à polícia que não lembrava de ter se relacionado com um dos três menores, mas afirmou ter trocado "beijos e carícias" com um quarto rapaz de 19 anos antes de seguir a trilha com os suspeitos --informou o delegado.

Todos os envolvidos --exceto o quarto rapaz, que não é considerado suspeito-- moram no condomínio de luxo.

Na noite desta quinta-feira, os adolescentes foram ouvidos pela polícia em salas separadas. O delegado informou que pretende realizar uma nova acareação entre os três rapazes e a estudante nos próximos dias. Segundo Nogueira, caso seja provado que a estudante mentiu, ela poderá responder pelo crime de denunciação caluniosa.