Queiroz fez a afirmação momentos depois de Minc ter se desculpado por ter chamado de "vigaristas" produtores rurais. De acordo com o Ministro, a expressão foi inapropriada, mas atribuiu o uso da palavra "ao calor do momento" por estar em cima de um carro de som da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Contag), durante uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, mas que não pensava que os produtores fossem "vigaristas". O teor do discurso de Minc durante os 30 minutos que tinha de direito para falar foi idêntico ao adiantado à imprensa, momentos antes do início da audiência.
"O verdadeiro vigarista é aquele que tapeia, engana, que fala demais", reagiu o deputado. "O próprio presidente Lula disse que quem desmatou não pode ser chamado de bandido", continuou, citando a declaração do presidente, na semana passada, em Alta Floresta. "O presidente resgatou um pouco do que o senhor falou. Resgataria mais se o demitisse do ministério."
Na opinião de Queiroz, a frase do ministro prejudica as regiões produtoras brasileiras. Ele aproveitou para criticar duramente as ações de Minc e sua gestão à frente da Pasta. "Lamentavelmente, o que vocês estão fazendo é uma anarquia com o país, com quem produz", avaliou.
Na sequência, o deputado Valdemir Moka (PMDB-MS) também se pronunciou e pediu para que o ministro retirar o que disse durante a manifestação. Minc anota os comentários dos parlamentares e só tomará a palavra depois que todos os inscritos se manifestarem. De acordo com o presidente da comissão, Fábio Souto (DEM-BA), há 30 inscritos.