No mesmo dia em que foi deflagrada, a greve dos trabalhadores da limpeza urbana da Grande João Pessoa foi decretada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba.

Na tarde desta segunda-feira, dia 22, o juiz presidente do TRT-PB, Edvaldo de Andrade, considerou a greve abusiva pelo fato de se tratar de um serviço essencial para a sociedade, cuja falta trará danos para a coletividade. Para se ter uma idéia, somente na capital paraibana, 500 toneladas de lixo são recolhidas diariamente.

Além disso, o juiz alegou que não houve, por parte da categoria, uma ampla divulgação da paralisação. Por lei, em se tratando de um serviço cuja falta prejudica diretamente a população, o sindicato deve divulgar amplamente a greve, antes de deflagrá-la.

“Sabendo antecipadamente da paralisação, a empresa responsável pelo serviço pode organizar um plano B que diminua os efeitos prejudiciais do movimento sob a população”, explicou o assessor do TRT-PB, Vieira Neto.

A decisão do juiz implica na suspensão imediata do movimento, sob pena da aplicação de multa diária no valor de R$ 50mil ao Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba (Sindlimp-PB).

O presidente do sindicato, Emerson Lira, informou que a categoria vai cumprir a determinação da justiça e suspender momentaneamente a greve. Entretanto, o líder sindical informou que os garis não vão sair na noite desta segunda-feira, por falta de equipamento de trabalho, como capa de chuva.

De acordo com Emerson, os funcionários se encontram concentrados, neste momento, em frente a sede da Limp Fort, e não vão sair para seus trechos. A saída e entrada de pessoas e veículos na empresa, no entanto, não está sendo impedida.

A categoria reivindica reajuste de 20% nos salários, vale refeição no valor de R$ 120 reais e 40% de adicional de insalubridade, quando os garis recebem apenas 20%, segundo o sindicato. Os trabalhadores também exigem melhores condições de trabalho, principalmente no que diz respeito às normas de segurança do trabalho.