O titular do 2º Distrito Policial de Fernandópolis, no interior de São Paulo, delegado José Flávio Guimarães, afirmou que investiga a possibilidade da estudante de Medicina Mariana Finazzi, 20 anos, que morreu na madrugada da última sexta-feira quando participava de uma festa junina promovida pelos universitários numa chácara na zona rural, ter inalado gás de buzina antes de passar mal.

"Esse produto é altamente tóxico e perigoso", afirmou o delegado, ressaltando que foi recolhido um frasco de 300 ml, com a inscrição "Spray de buzina de barulho". Na embalagem, entre os componentes químicos do produto alucinógeno, constam gás propelente, butano e propano.

"Agora estamos no aguardo do recebimento dos laudos e alguns depoimentos devem ser colhidos ainda nesta semana", disse Guimarães. A jovem, prima do jogador Finazzi (ex-Corinthians), passou mal e foi levada por colegas à Santa Casa de Fernandópolis por volta das 2h30, mas chegou morta.

Mariana, que morava em São João da Boa Vista, a 466 km de Fernandópolis, frequentava o primeiro semestre de medicina na Unicastelo. O pai da jovem, o ginecologista Sérgio Finazzi, acompanhou parte dos trabalhos no Instituto Médico Legal (IML), mas não quis das declarações.

A mãe, Luzia Finazzi, disse ter falado com a filha pelo celular duas horas antes de ela ser levada para o hospital e afirmou que estava tudo bem. Luzia disse que esteve na cidade por dez dias no mês passado e não notou nada de anormal com as amizades da filha, que nunca teve qualquer envolvimento com drogas.