A mãe de uma estudante americana acusada de matar a colega britânica com quem dividia apartamento disse nesta sexta-feira que sua filha e a vítima "se davam muito bem". Edda Mellas depôs em Perugia, na Itália, onde a filha Amanda Knox e o ex-namorado, Raffaele Sollecito, são julgados.
Segundo Edda, não havia problemas entre Amanda e Meredith Kercher, encontrada morta em seu quarto em novembro de 2007, com um corte no pescoço. "Ela me contou sobre coisas divertidas que fizeram juntas", disse.
Na semana passada, Amanda afirmou que ficou chocada com a morte de Meredith, que considerava uma amiga. O depoimento dela contrastou com o de outras testemunhas, segundo as quais a britânica tinha se queixado dos hábitos de Amanda e de sua aparente promiscuidade.
Edda falou também sobre as três ligações que recebeu da filha no dia em que Meredith foi encontrada morta. No primeiro telefonema, ela contou que Amanda lhe disse ter pensado que havia alguém em casa. Amanda disse na semana passada que ao chegar em casa pela manhã encontrou a porta da rua aberta e a do quarto de Meredith trancada. Ela teria tomado banho e voltado para o apartamento do namorado.
As duas outras ligações para a mãe foram feitas depois que o corpo foi descoberto. "Ela estava muito triste. Aquilo era perturbador", disse Edda Mellas.
Na terça-feira, o pai de Sollecito também prestou depoimento. Ele disse que o filho não era violento e "seria incapaz de machucar uma mosca". Francesco Sollecito afirmou ainda que, desde jovem, o filho tinha o hábito de carregar pequenas facas no bolso.
A promotoria disse que uma faca de cozinha encontrada no apartamento de Sollecito era compatível com a usada para cortar o pescoço de Meredith. Além disso, a faca tinha indícios do DNA da vítima na lâmina e do de Amanda no cabo.
A polícia acredita que a jovem britânica tenha sido assassinada em um jogo sexual com a participação de Amanda, Sollecito e Rudy Hermann Guede, já condenado a 30 anos de prisão no ano passado.
Com informações da agência AP