A 13ª Parada Gay de São Paulo terminou na praça Roosevelt por volta das 18h50, mas vários participantes demoraram em deixar o local. Por volta das 20h30, milhares de pessoas permaneciam nos arredores do local do evento, que começou por volta da 12h20, em frente ao Masp (Museu de Artes de São Paulo), na avenida Paulista, e contou com 20 trios elétricos.

A Associação da Parada do Orgulho LGBT, organizadora do evento, informou que ainda não existe um número oficial de participantes, que será divulgado apenas na quarta-feira, mas a estimativa era de 3,5 milhões pessoas na avenida Paulista na tarde deste domingo.




Como sempre, a festa foi marcada por várias pessoas fantasiadas, além de famílias que expressaram seu apoio à Parada Gay, que deve ter movimentado R$ 190 milhões para a cidade de São Paulo. O prefeito de São Paulo, Giberto Kassab, e a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy também estiveram no local.

Sem preconceito - O tema da Parada é "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!". O objetivo dos organizadores é que um projeto de lei, em trâmite no Congresso, que transforma a homofobia em crime, seja aprovado.

Violência - A Parada do Orgulho Gay foi marcada neste domingo por brigas, confusões, empurra-empurra, desmaios e dezenas de furtos. Por causa disso, a Polícia Militar deve sugerir aos organizadores mudanças para o próximo ano.

Pelo menos cinco pessoas se envolveram em brigas e foram encaminhadas à Santa Casa de São Paulo. Outras duas foram presas vendendo lança-perfume.

Cerca de mil oficiais das polícias Militar e Civil de São Paulo garantiram um reforçado esquema de segurança para evento. Segundo o coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento na região central, "o grande número de pessoas nos dá a impressão de que a Paulista está pequena para esse evento", disse. Apesar disso, negou que vá sugerir uma transferência. "Isso não cabe a mim, mas à comissão organizadora".

Para tentar melhorar a segurança para as próximas edições, o coronel vai elaborar amanhã um relatório, solicitando a diminuição da área reservada embaixo do Masp. Outra recomendação será prolongar as áreas restritas ao estacionamento de veículos para dois quarteirões além da avenida. Este ano, a proibição atingia um quarteirão antes do evento.

A principal confusão ocorreu às 14h30, na frente do Masp, quando o erro de um motorista de ambulância, que pegou a mão errada, causou tumulto. Para dar passagem à ambulância, as pessoas se deslocaram na direção do museu, se espremendo ao lado das barreiras metálicas que isolavam a área.

Até as 16h foram registradas 60 ocorrências médicas, a maior parte envolvendo jovens de 16 ou 17 anos, por consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo a Guarda Civil Metropolitana, que montou operação especial com 350 homens para coibir a venda, o total de garrafas apreendidas lotou quatro caçambas.

Segundo os organizadores, mesmo sem um balanço fechado, também foi possível verificar aumento no número de brigas durante a Parada. A maior briga ocorreu também nas proximidades do Masp e envolveu cinco pessoas. Ao menos três foram esfaqueadas e encaminhadas para a Santa Casa.

No 4º DP, a maioria dos boletins de ocorrência registrados era de furtos de carteiras, celulares e câmeras digitais. Em todos os casos, o furto acontecia após empurra-empurra.