A Associação da Parada do Orgulho LGBT, organizadora do evento, informou que ainda não existe um número oficial de participantes, que será divulgado apenas na quarta-feira, mas a estimativa era de 3,5 milhões pessoas na avenida Paulista na tarde deste domingo.
Como sempre, a festa foi marcada por várias pessoas fantasiadas, além de famílias que expressaram seu apoio à Parada Gay, que deve ter movimentado R$ 190 milhões para a cidade de São Paulo. O prefeito de São Paulo, Giberto Kassab, e a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy também estiveram no local.
Sem preconceito - O tema da Parada é "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!". O objetivo dos organizadores é que um projeto de lei, em trâmite no Congresso, que transforma a homofobia em crime, seja aprovado.
Violência - A Parada do Orgulho Gay foi marcada neste domingo por brigas, confusões, empurra-empurra, desmaios e dezenas de furtos. Por causa disso, a Polícia Militar deve sugerir aos organizadores mudanças para o próximo ano.
Pelo menos cinco pessoas se envolveram em brigas e foram encaminhadas à Santa Casa de São Paulo. Outras duas foram presas vendendo lança-perfume.
Cerca de mil oficiais das polícias Militar e Civil de São Paulo garantiram um reforçado esquema de segurança para evento. Segundo o coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento na região central, "o grande número de pessoas nos dá a impressão de que a Paulista está pequena para esse evento", disse. Apesar disso, negou que vá sugerir uma transferência. "Isso não cabe a mim, mas à comissão organizadora".
Para tentar melhorar a segurança para as próximas edições, o coronel vai elaborar amanhã um relatório, solicitando a diminuição da área reservada embaixo do Masp. Outra recomendação será prolongar as áreas restritas ao estacionamento de veículos para dois quarteirões além da avenida. Este ano, a proibição atingia um quarteirão antes do evento.
A principal confusão ocorreu às 14h30, na frente do Masp, quando o erro de um motorista de ambulância, que pegou a mão errada, causou tumulto. Para dar passagem à ambulância, as pessoas se deslocaram na direção do museu, se espremendo ao lado das barreiras metálicas que isolavam a área.
Até as 16h foram registradas 60 ocorrências médicas, a maior parte envolvendo jovens de 16 ou 17 anos, por consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo a Guarda Civil Metropolitana, que montou operação especial com 350 homens para coibir a venda, o total de garrafas apreendidas lotou quatro caçambas.
Segundo os organizadores, mesmo sem um balanço fechado, também foi possível verificar aumento no número de brigas durante a Parada. A maior briga ocorreu também nas proximidades do Masp e envolveu cinco pessoas. Ao menos três foram esfaqueadas e encaminhadas para a Santa Casa.
No 4º DP, a maioria dos boletins de ocorrência registrados era de furtos de carteiras, celulares e câmeras digitais. Em todos os casos, o furto acontecia após empurra-empurra.