Quando voltar às aulas, em agosto, Flávio Ferreira Rodrigues, 24, vai poder se apresentar como Kakau Ferreira Rodrigues para assim ser chamada por colegas e professores. Ela é uma das dezenas de jovens travestis e transexuais que vão ganhar o direito de ver na caderneta escolar e na lista de chamada o nome com o qual querem ser reconhecidos. Além disso, poderão se vestir de acordo sua identidade de gênero. A medida vale para toda a rede Estadual de Educação e em breve valerá também para ações da Secretaria Estadual de Saúde.
"Muitos jovens deixaram a escola por não respeitarem a opção sexual deles", informou o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Estado, Cláudio Nascimento, um dos mais atuantes ativistas gays do País.
"Estamos empenhados para colocar isso em prática ainda no próximo semestre. Adotamos essa idéia, porque, além de ser uma excelente proposta, essa era uma das maiores vontades apontadas pelos alunos no Programa Verdade e Consequência", afirmou a secretária estadual de Educação, Tereza Porto. O programa consiste em conscientizar estudantes sobre sexualidade.
Os interessados em ter nas cadernetas e na ficha de chamada o nome substituído devem procurar a secretaria da unidade onde estudam. Há 6 anos, Kakau luta para ser chamada assim. "Já que dizem que os direitos devem ser iguais, quero ser chamada de Kakau e poder me sentir feminina também na escola. Quero que minha opção seja respeitada", disse ela, que fora da colégio usa roupas femininas. Kakau conta que as colegas e algumas professoras da Faetec já não a chamam de Flávio: "ser chamada pelo nome de registro me incomoda muito".
Transexuais poderão escolher nome nas escolas do Rio
14/06/2009, 22:35 - Brasil/Mundo
Por antoniomelo
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