A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) afirmou na tarde deste domingo que o conservadorismo da atual formação do Congresso emperra a evolução dos direitos dos homossexuais.

Marta falou a jornalistas no trio elétrico de abertura do evento. A 13ª Parada Gay começou por volta das 12h20 deste domingo com a previsão de reunir cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo.

A ex-prefeita afirmou que o crescimento do evento não foi acompanhado pela evolução dos direitos dos homossexuais. "O evento cresceu de maneira extraordinária. A concessão de direito não caminhou como deveria", afirmou.

Mais cedo o governador do Estado José Serra (PSDB) afirmou ser a favor da união entre pessoa do mesmo sexo.

Dirigentes de movimentos gays criticaram a demora por parte do Senado em aprovar um projeto de lei que criminaliza a homofobia. O texto já foi aprovado pelos deputados federais e depende agora de análise do Senado, onde encontra resistência.

Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.

Marta afirmou que ajustes desse tipo são dificultados pelo conservadorismo predominante no Congresso Nacional.

Segundo disse, decisões isoladas de juízes e desembargadores é que têm garantido os direitos dos homossexuais.