Os destroços do Airbus da Air France que caiu no Atlântico quando seguia do Rio para Paris, com 228 pessoas a bordo, indicam que o avião sofreu uma queda repentina, mas não há vestígios de uma explosão em pleno voo, revelam especialistas consultados pela imprensa brasileira.

O Airbus A330 caiu no mar na noite do dia 31 de maio e as causas do acidente permanecem um mistério.

As autoridades militares brasileiras exibiram na sexta-feira, em um hangar da base aérea de Recife, dezenas de fragmentos recuperados no mar pela Marinha.

Segundo o ex-piloto Ari Germano, autor de um livro sobre acidentes aéreos, as fotos dos destroços parecem indicar que os passageiros do Airbus foram pegos de surpresa e que a tragédia ocorreu tão rapidamente que a tripulação não teve tempo de reagir.

"Vi a divisória situada entre a seção onde a tripulação prepara a comida e o compartimento dos passageiros. Havia assentos ali. O curioso é que estes assentos duplos, usados pela tripulação, estavam recolhidos (...) o que sugere que a tripulação circulava pelos corredores" quando ocorreu o acidente.

"No caso de sinal de alerta ou iminência de risco, a tripulação estaria sentada e atada a seus assentos. Eles não tiveram tempo de fazer nada" disto.

O comandante Ronaldo Jenkins, consultor de segurança da União de Empresas Aéreas, disse que não viu qualquer colete salva-vidas e destacou que as partes do revestimento interno e externo do avião não apresentam sinais de fogo ou fumaça.

"Os primeiros 37 fragmentos recuperados reforçam a tese de que o Airbus não explodiu antes de cair (...): nenhuma das peças mostra sinais" de fogo ou fumaça.