O tenente Mario Antônio de Oliveira Xavier, conhecido popularmente como Tenente X, está perto de se tornar mais uma cara nova na Assembléia Legislativa de Alagoas. Ele entrou com o mandato de segurança no Tribunal de Justiça (TJ) no dia 4 de abril de 2009 postulando o lugar que hoje é preenchido pelo deputado Hildon Fidelis, o Castelo, já que obteve mais votos nas eleições de 2006.

O Cadaminuto apurou com exclusividade que o desembargador e relator do processo, Pedro Augusto Mendonça de Araújo, impetrou no dia 27 de maio, um mandado de citação pedindo a Mesa Diretora da ALE que apresente a lista de sucessão dos deputados suplentes que assumiram vaga no parlamento após o afastamento de vários deputados acusados de desviarem mais de R$ 300 milhões dos cofres do legislativo estadual.

A Mesa Diretora tem o prazo de no máximo 20 dias para se manifestar a respeito do assunto, como também entregar a lista que foi pedida. Tenente Xavier alega que por ter obtido 1725 votos, ocupando a nona suplência, mas que com o afastamento de parlamentares, sua suplência cairia para a quarta, atrás dos deputados Jefferson Moraes (DEM), José Maria Tenório (PMN) e Flaubert Filho (PTB) – esse último foi eleito prefeito de Viçosa em 2008 e renunciou ao cargo. Portanto, Xavier teve mais votos que Manoel Sant´Anna (PTB) com 1209, Pastor João Carlos (PTB) com 506, Hélio Silva (DEM)com 418 e Castelo com 340.

Como o pedido do militar é classificatório, o deputado Castelo - dos que assumiram as vagas é o que obteve a menor votação – terá, caso seja decidido pela justiça, de se afastar do cargo até conseguir outro recurso para lhe colocar novamente no parlamento alagoano. Lembrando que mesmo com a possível chegada de Xavier e saída de Castelo, a ALE continua com 26 parlamentares, já que a vaga ocupada por Nelito Gomes de Barros (PMN) ainda não foi preenchida.

Tenente X

Nem só de alegria vive o tenente. Recentemente ele foi preso pela acusação de matar José Jackson Oliveira dos Santos, de 21 anos, crime ocorrido em 4 de março de 2008, durante uma suposta abordagem comandanda por ele.

A acusação afirma que o jovem teria sido levado pelos policiais e poucas horas depois ter aparecido morto com tiros na cabeça e no peito. Já os militares explicaram em depoimento que após a revista, Jackson foi liberado.

Xavier ficou preso no Presídio Militar após ação conclamada pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Capital, Maurício César Breda Filho.