Adolfo José Lima Neves, ou simplesmente, Fito Neves, sem dúvida, vai ter muito trabalho no CRB. Primeiro, assume o time com a corda no pescoço, dois jogos e duas derrotas. Depois, vai para a estréia contra o Confiança, em Aracajú, que também vem de derrota.

 

No momento atual temos que apostar na experiência do treinador (vice-campeão brasileiro pelo Vitória da Bahia, ex-treinador do Santa Cruz, ABC, Sergipe e de dezenas de clubes), o técnico chega com uma bagagem muito boa, com passagens boas e ruins, até porque o homem não é milagreiro, mas a agonia do clube é tão grande que toda cobrança sobre o treinador ainda vai ser café pequeno.

 

Antes que alguém imagine que estou colocando todo o fardo nas costas do Fito Neves, se engana, porque ele chegou agora, não tem tempo suficiente de trabalho e o time está na corda bamba. A situação do CRB é igual à daquele cidadão que está caindo de um prédio de 10 andares e reza para qualquer coisa que possa aparar a sua queda: uma janela, uma mão, um galho de árvore, qualquer coisa.

 

Concordo integralmente com o que escreveram nos comentários deste Blog, o Mota e o Daniel Damasceno. O nosso problema maior é esse mesmo. Segundo o Mota, a gente não consegue dar tempo ao técnico para trabalhar. Perdeu, está fora. O CRB, esse ano, já teve 6 treinadores, que divididos pelos 6 meses, cada um trabalhou em média 1 mês. Um pouco mais, um pouco menos.

 

O Daniel coloca a sua preocupação com os resultados dos dois jogos: derrotas. Perdendo mais dois, numa competição curta como é essa, pode despencar para a Série D, onde estão times conhecidos no futebol, como Santa Cruz, Sergipe, CSA e tantos outros. Esse é o seu temor e eu me associo a sua preocupação.

 

Em tempo: as informações do nome completo, algumas passagens do Fito Neves como treinador, eu colhi no site www.bahianoticias.com.br/esportes, dos companheiros Mário Freitas e Fernando, que destacaram o treinador, também, como autor de um gol, quando jogava pelo Bahia, contra o Vitória, sagrando-se campeão daquela temporada. Ficou na história.