Nadinho era acusado de chefiar a milícia que domina a favela Rio das Pedras e era apontado como responsável pelo assassinato do inspetor de polícia Félix Tostes, suspeito de cheficar uma máfia de caça-níqueis, com quem Nadinho disputava o controle da região. A morte do inspetor ocorreu há dois anos, em um atentado em que seu carro foi atingido por cerca de 40 tiros.
Segundo o advogado de Nadinho, Edson Fontes, o seu cliente já vinha sendo ameaçado de morte, tendo sofrido um atentado em dezembro passado. Nadinho foi apontado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de chefiar uma das mais antigas, tradicionais e lucrativas milícias do estado.
De acordo com moradores que viram o assassinato, o autor dos tiros foi um homem vestido de preto, usando touca ninja. Após o crime, ele embarcou em um carro prata e saiu atirando, atingindo pelo menos cinco carros que estavam estacionados. Um policial militar, ainda não identificado, que estava com o ex-vereador, também foi atingido e levado em estado grave para o Hospital Municipal Lourenço Jorge.