Com 230 km, o litoral alagoano possui forte potencial econômico ainda não quantificado. Com a elaboração do Zoneamento Econômico Costeiro do Estado de Alagoas, o governo tem a missão de coordenar e proporcionar o desenvolvimento desta região, observando as áreas mais propícias à implementação de negócios, empreendimentos e atividades econômicas.

Estão sendo analisadas as potencialidades turísticas e imobiliárias, pautadas na legislação ambiental e outras restrições legais. O Zoneamento tem como propósitos principais: Elaborar um instrumento de planejamento territorial com vistas ao desenvolvimento sustentável, compatibilizando o uso turístico, imobiliário e a conservação do litoral do Estado.

Outro fator de destaque é identificar características ambientais, urbanísticas, turísticas, legais e socioeconômicas dessas áreas e disciplinar a ocupação da área litorânea do Estado de forma sustentável para a área.

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otavio Gomes, explica que o zoneamento é uma ação de governo que recebe apoio do setor produtivo. Para Luiz Otavio Gomes, as pesquisas ocorrem de forma interrelacionada entre as secretarias de Estado, que fornecem dados e agregam seus projetos. “É importante que a construção seja compartilhada entre os gestores dos diversos órgãos, incluindo a sociedade, como os empresários e ambientalistas”, destaca o secretário.

O estudo é realizado por especialistas de Alagoas e de outros estados brasileiros, contratados pela Altran Brasil — empresa responsável pelo zoneamento. O projeto tem a delimitação de acordo com a seguinte identificação: Macro Zona 1 — que corresponde aos municípios de Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres, Passo de Camaragibe, Barra de Santo Antônio e Paripueira; e a Macro Zona 2, atingindo Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Roteiro, Jequiá da Praia e Coruripe.

As pesquisas seguem uma programação de quatro fases. A primeira, já finalizada, tratou do planejamento e definição das ações práticas, logo depois, partiram para a segunda etapa com o levantamento de dados secundários, adquiridos em instituto e órgãos públicos, e a visita aos municípios pertencentes à área de estudo.

Agora, será feita a seleção das áreas prioritárias, que leva em consideração os seguintes aspectos: socioeconômicos — aspectos sociais e econômicos, APLs e vetores e tendências de desenvolvimento; urbanos — aspectos da infraestrutura urbana e a interação dos municípios com a capital Maceió; Físico-Ambientais - caracterização fisicoambiental da área de estudo; Turísticos - demanda e oferta turística, hierarquização dos atrativos, produtos comercializados, geografia físicoambiental e turística, políticas públicas para o turismo e novos empreendimentos e os impactos potenciais, além da Infraestrutura; e Acessibilidade - formas de acesso à área de estudo.

Durante reunião na Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, no início da semana, gestores do Estado e representantes do setor local analisaram a segunda fase do projeto e agendaram novo encontro para nova discussão. Estiveram presentes os secretários Luiz Otavio Gomes (Desenvolvimento Econômico), e Ana Catarina Pires (Meio Ambiente), a superintendente Simone Bentes (Turismo), Marcos Holanda (Sindicato da Construção Civil), Jubson Uchôa (Mercado Imobiliário), entre outros.

Presente também no encontro, o presidente da Associação do Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (Adit), Felipe Cavalcante, explica que a participação direta do setor produtivo na criação do Zoneamento é importante para oferecer o entendimento do mercado e suas tendências, “pois temos a experiência e prática”.

A secretária Ana Catarina Pires destacou a necessidade de se observar toda a legislação ambiental, para que o empresário interessado em investir nessa região realize todas as exigências em benefício do meio ambiente e do próprio investimento.

O superintendente de Meio Ambiente, Anivaldo Miranda, afirmou que a realização de reuniões demonstra que “não dá para excluir os diversos setores” e a preocupação do governo de Alagoas em atender a demanda dos empresários, considerando todos os componentes de leis ambientais já assegurados no Zoneamento Econômico Costeiro de Alagoas.