Cerca de 1.700 trabalhadores do Metrô do Recife (Metrorec) decidiram deflagrar greve de advertência por dois dias. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (8), durante assembleia realizada na Estação Central do Recife, no Bairro de São José. A paralisação começou às 22h desta segunda e será encerrada na quarta (10), às 22h. Uma média de 190 mil usuários usam o Metrô diariamente.

O Metrorec anunciou que vai realizar um esquema especial das 5h às 8h30 e das 16h30 às 20h. Nesse período, supervisores e gerentes do Metrô vão operar 12 dos 14 trens que normalmente funcionam nestes horários. Fora desse horário, não haverá composições e todas as Estações serão fechadas. A Linha Sul (que vai da Estação Central até a Estação Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes), não funcionará em nenhum horário, assim como os trens a diesel que saem da Estação Curado até o Cabo de Santo Agostinho.

Várias linhas de ônibus também serão reforçadas. Outras serão criadas para levar os usuários entre os Terminais Integrados. Dentre as linhas, Joana Bezerra/Afogados/Barro, Barro/Camaragibe e Barro/Jaboatão.

PAUTA - A categoria reivindica reajuste anual de 12% nos salários e tíquetes. De acordo com José Inocêncio, presidente do Sindicato dos Metroviários, a direção da Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU) propôs reajuste anual de 4%, ou 8%, desde que bianual. O mesmo reajuste foi pedido para os tíquetes, mas a CBTU também propôs aumento de 4%. “Além disso, a CBTU quer reduzir o valor pago por eles para os planos de saúde. Atualmente, a CBTU paga entre 50% e 80% dos planos de saúde, de acordo com os salários. Agora, querem reduzir o valor para 50%, independente da faixa salarial”, reclamou Inocêncio.

Representantes do Sindicato devem comparecer às estações nesta terça (9) para certificar que todos os trabalhadores vão aderir ao movimento. Uma nova reunião da categoria com o governo está marcada para os dias 17 e 18 de junho.