O governador Teotonio Vilela lança no próximo dia 16, às 9h, em Igreja Nova, o Projeto de Educação Alimentar e Nutricional e Geração de Trabalho e Renda para Comunidades Tradicionais Quilombolas e Indígenas que contempla jovens e adultos de 24 municípios alagoanos. O curso — que se estende até novembro - está sendo promovido pela Diretoria de Segurança Alimentar e Nutricional (DSAN), vinculada à Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), e conta também com a participação da Secretaria de Estado da Mulher e de Direitos Humanos.

O evento conta com a presença da titular da Seades, Solange Jurema, de prefeitos dos municípios agraciados, secretários estaduais e municipais, do diretor Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Marben Montenegro, demais autoridades e dirigentes das comunidades beneficiadas.

De acordo com a diretora do DSAN, Ana Paula Quintella, serão realizados 64 cursos profissionalizantes — cujo eixo condutor é a alimentação — que beneficiarão 1024 famílias quilombolas e indígenas.

Ocupação - O objetivo do projeto é possibilitar a geração de trabalho e renda, bem como promover ações de segurança alimentar e nutricional para as comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, que vivem em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, que sejam prioritariamente beneficiários do Programa Bolsa Família.

As capacitações são formadas por aulas teóricas e práticas que orientarão as famílias participantes para a gestão de pequenos empreendimentos produtivos, preferencialmente organizados em grupos ou associações. O curso priorizará o consumo de alimentos disponíveis na região e em época de safra, bem como o aproveitamento integral de alimentos.

Nas aulas serão distribuídas 1.500 cartilhas de Segurança Alimentar e Nutricional e 1.024 kit’s didáticos, que darão aos participantes um suporte para iniciar seus pequenos negócios e contribuirão para melhorar a renda familiar.

Segundo Ana Paula, o projeto vai beneficiar pessoas que estão abaixo da linha da pobreza, uma vez que o propósito é favorecer — por meio de cursos profissionalizantes - a autossustentabilidade da população economicamente ativa dessas comunidades.

Os municípios contemplados pelo projeto são Água Branca, Arapiraca, Batalha, Cacimbinhas, Olho D’Água das Flores, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Anadia, Major Isidoro, Monteirópolis, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Penedo, Poço das Trincheiras, Porto Real do Colégio, Santa Luzia do Norte, Santana do Mundaú, São Sebastião, Taquarana, Traipu e União dos Palmares.