Nas primeiras sete sentenças contra integrantes da máfia dos sanguessugas, proferida pelo juiz Jerferson Scneider, da 2ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, cinco pessoas foram condenadas à prisão por períodos que variam de um a quatro anos.

Mas elas não ficarão presas porque a restrição de liberdade foi substituída por penas alternativas de prestação de serviços, pagamentos pecuninários e multa por danos morais à União, que variam de R$ 12 mil a R$ 30 mil.

Os condenados podem recorrer ao Tribunal Regional Federal. Outros dois denunciados ( dois motoristas da Planam) foram absolvidos. Entre os sentenciados está o empresário Aristóteles Gomes Leal Neto,condenado pelos crimes de formação de quadrilha e fraude em licitação e usava a empresa Leal/maq para simular concorrência em licitações fraudadas e possibilitar a vitória das empresas controladas pela organização criminosa.

Conforme levantamento feito pelo Correio Braziliense e Estado de S. Paulo, 50 ex-deputados federais já foram denunciados em ações penais pelo Ministério Público Federal(MPF) de Mato Grosso e o esquema movimentou mais de R$ 110 milhões. Entre os anos de 2000 e 2006, empresariado ligados ao grupo Planam, de Cuiabá, forneceu mais de mil ambulâncias para os municípios de diferentes Estados.

Ao todo, o MPF já denunciou 285 pessoas por associação com a máfia dos sanguessugas, entre eles o prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro(PSDB) e o ex-deputado federal João Caldas.

De acordo, com assessoria do MPF naquele estado, as ações criminais são representadas em Cuiabá. Depois as informações são enviadas para os estados de origem,inclusive Alagoas.