O financiamento público das campanhas eleitorais é um dos aspectos centrais da reforma política e, se adotado, poderia mudar o quadro político nacional. É o que sustenta Edir Veiga, o cientista político da Universidade Federal do Pará . Para ele, o financiamento privado leva ao patrimonialismo e à corrupção.

A mesma opinião tem o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

– O grande fator da corrupção é o financiador de campanha, de modo especial, as empreiteiras. Não é um dinheiro que é dado de graça. É um dinheiro que é dado aqui e eles buscam recuperar adiante – critica o parlamentar.

Segundo Veiga, o financiamento público iria permitir que os partidos grandes ou pequenos tivessem base orçamentária mínima para os gastos de campanha.

– No financiamento privado tem acesso aos recursos aqueles candidatos ao Executivo que estão bem posicionados nas pesquisas e, no caso do Legislativo, aqueles que têm compromissos com os lobbies.

Ele lamenta que nas eleições o poder econômico prevaleças.

– A variável que mais define eleição de deputados no interior do Brasil é a variável do financiamento da campanha. Desde a década de 1940, 70% dos parlamentares eleitos tem formação centro-direita.