Existe um ditado que diz assim: “pau que nasce torto, morre torto”. Há muito tempo venho escrevendo e pedindo a saída do senhor Arnaldo Lira, do comando técnico do CRB. O homem brigou, discutiu e contou com a rejeição de todo mundo; conselheiro, diretor, jogador, torcedor e imprensa.

 

Só o presidente José Serafim e o diretor Márcio Lessa, principalmente este último, não enxergavam que o Lira estava fazendo mal ao clube, tornando o ambiente o pior possível. Eu, pelo menos, nunca vi uma pessoa criar tantos problemas em tão pouco tempo, quanto este rapaz no CRB.

 

Estava claro que não ia dar certo. O Lira já não contava com a simpatia de muita gente no clube, desde a vez em que deixou o time sozinho no aeroporto de Maceió, não viajou para um compromisso no Campeonato Brasileiro da Série B, foi embora para o Treze da Paraíba sem dar satisfação e, ainda, levou alguns jogadores com ele.

 

E o Márcio Lessa, aí eu faço a colocação, não sei a serviço de quem, insistia em defender e manter este rapaz no comando técnico do clube. Hoje, pela manhã, escrevi um comentário afirmando que, se dependesse de mim, ele estaria demitido a muito tempo do CRB. Acreditei, até, que isso poderia acontecer neste domingo, depois do jogo contra o ASA, com vitória ou com derrota.

 

Ainda bem que não tive que esperar mais 24 horas. Antes tarde do que nunca.

 

Assumiu o comando técnico Joãozinho Paulista, com certeza, bem melhor para a tranqüilidade que o clube necessita, a paz que todos querem, o bom relacionamento está de volta, o sossego dos jogadores, a torcida que volta a ser feliz e o ambiente que todos precisam para trabalhar.

 

VAMOS EM FRENTE CRB. PARABÉNS PELA DECISÃO, MESMO QUE TARDIA