Já escrevi vários comentários sobre a atuação do presidente Abel Duarte a frente do CSA. A maioria dos comentários foi sempre destacando que o mesmo não tem a menor condição de dirigir o clube, pois o CSA é muito grande para ser comandado por uma pessoa que apenas tem projetos (idéias). Na administração de qualquer empresa, não existe espaço para conversa, o que se exige é planejamento e ação.

Foi por isso, ou falta disso, que o clube foi rebaixado para a segunda divisão. Também no futebol as coisas não podem ser feitas com emoção. Onde está à razão de tudo isso? Está, exatamente, na falta de compromisso, de autoridade, de condições financeiras, de uma casa arrumada, onde os resultados possam vir com sabedoria e naturalidade.

Escrevo essa primeira parte do comentário para, depois das inúmeras críticas feitas ao professor Abel, fazer um elogio quanto ao seu comportamento dos últimos dias. Depois do desentendimento, no bom sentido, com o diretor Cícero Cavalcante sobre a volta do Júnior Amorim, o presidente do CSA fez as pazes com o departamento de futebol e, mais do que isso, pediu desculpas ao jogador e ainda disse que vai torcer por ele na Série D.

Achei isso de uma importância muito grande para o ambiente do clube. Uma atitude responsável e agradável do professor Abel diante de todo mundo na apresentação do comando técnico e do novo grupo de jogadores do CSA. Parabéns, Abel Duarte. Estamos precisando desse tipo de comportamento em todos os segmentos que fazem o futebol alagoano, sejam dirigentes, técnicos, jogadores e imprensa.

O TIME

Sobre o novo time do CSA para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, acho que o CSA foi buscar o que tinha disponível no mercado e da sua condição financeira, contando com as indicações do técnico Freitas, dos reforços do Corinthians, Muricí e Igací. Só acho que o CSA numa competição rápida e depois entra no “mata-mata”, não pode trazer jogador que estava parado, porque não tem tempo de recuperação.

Andaram anunciando um Fábio Magrão. Esse jogador tem 31 anos, de magro não tem nada e foi banco de reservas no Botafogo, de João Pessoa, durante todo o campeonato paraibano. É preciso ter muito cuidado para não gastar desnecessariamente.

O dirigente Raimundo Tavares disse que o clube estava fazendo as coisas com os pés no chão, com planejamento e preocupado em não deixar mais dívidas para o clube. Os nomes anunciados até agora, pelo menos a metade, são jogadores desconhecidos. Mas, como nem sempre o conhecido resolve, vamos apostar no imaginário.

Agora, é pagar e esperar!