Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) entraram em greve a partir desta sexta-feira (5) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada na noite de quinta (4).

Professores da instituição também iniciaram greve nesta sexta e funcionários já estão parados há 32 dias.
 
De acordo com Jonas Alves, um dos diretores do Diretório Central Estudantil (DCE) da USP, há três reivindicações feitas pelos alunos.

A primeira é retirada da Polícia Militar do campus, que segue com um efetivo de 98 homens na Cidade Universitária para evitar que funcionários em greve bloqueiem a entrada de prédios.

A segunda reivindicação é que a USP não ofereça curso à distância, previsto para começar no segundo semestre deste ano. Por fim, pedem também a imediata destituição da reitora, Suely Vilela, e a a convocação de eleições diretas para reitor, que normalmente é nomeado pelo governador a partir de uma lista tríplice de nomes escolhidos por votação.

Segundo Alves, a adesão da greve estudantil é maior nos cursos de humanidades e de comunicação, como história, geografia, pedagogia, artes plásticas, artes cênicas, letras, psicologia e jornalismo.

Na quinta, os estudantes fizeram um protesto que fechou a Rua Alvarenga, próxima à portaria 1 da universidade. Após o bloqueio, que provocou lentidão no trânsito na região, policiais liberaram a via.