Mesmo sem autorização da Defesa Civil, atingidos pelas enchentes no Maranhão estão voltando para casa após o nível dos rios baixar. Com isso, enfrentam riscos de contaminação. Cerca de 164 mil pessoas chegaram a ficar fora de casa no Estado.

Segundo a Defesa Civil do Maranhão, parte da população está retornando às moradias que foram inundadas antes de fazer a desinfecção. Uma campanha de limpeza e tratamento médico teve de ser organizada para evitar surtos de doenças.

Amanhã, o trabalho deve começar com a desinfecção das casas e a desobstrução das ruas de Trizidela do Vale e Pedreiras, duas das cidades mais atingidas pelas cheias. Depois da limpeza, as moradias serão vistoriadas e as pessoas receberão assistência médica.

No Estado, 119 municípios já decretaram situação de emergência. Nesta semana, a Defesa Civil retificou o número de mortes em razão das chuvas, diminuindo de 13 para 12 as vítimas no Maranhão.

No Piauí, parte dos 96 mil que saíram de casa em razão das enchentes já voltou, segundo a Defesa Civil, mas 4.700 famílias que tiveram as moradias destruídas só deixarão os abrigos após a reconstrução prevista no plano de trabalho proposto pelo Estado.

De acordo com o plano, 1.500 casas serão feitas com recursos emergenciais do Ministério da Integração Nacional e outras 3.200 casas contarão com verbas do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. As famílias não precisarão pagar pelas casas, que devem ser concluídas em 180 dias.

No Ceará, onde quase 70 mil saíram de casa, as pessoas também estão deixando os abrigos aos poucos, segundo o coordenador-adjunto da Defesa Civil do Estado, Leandro Nogueira.
O órgão está distribuindo kits de limpeza e organizando mutirões de funcionários do Estado e voluntários para desinfetar as casas inundadas.

Norte

No Amazonas, ao menos 3.100 pessoas que estavam fora de casa em razão da enchente na bacia amazônica já retornaram para casa. Na semana passada, eram 10.951 pessoas desabrigadas. Agora, são 7.769, em 55 municípios.