O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta entre a Prefeitura da Barra de São Miguel e empreendimentos imobiliários para garantir segurança aos moradores do município. A iniciativa foi tomada após os deslizamentos ocorridos no mês passado em uma área próxima a um loteamento e que resultaram nas mortes de três crianças. Nesta quarta-feira (03), será feita uma vistoria na localidade, pela Defesa Civil, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e demais técnicos, para averiguar a drenagem de águas dos loteamentos Altavista e Barrasul.

A previsão meteorológica apontou a possibilidade de muita chuva para os meses de junho e julho. Segundo o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, a Barra de São Miguel está em uma região que apresenta um risco localizado mais grave, que inclusive já foi identificado pela Defesa Civil. “A preocupação do Ministério Público Estadual é que as famílias que moram nas encostas dos empreendimentos sejam removidas e assistidas adequadamente, e que passadas as chuvas elas só retornem ao local se houver garantia de segurança”, explicou.

Na segunda-feira, o integrante do Ministério Público Estadual participou de uma reunião no comando-geral do Corpo de Bombeiros visando saber dos motivos que ocasionaram o desastre. Além do prefeito Reginaldo Andrade e do comandante-geral, coronel Jadir Ferreira, participaram da reunião representantes dos loteamentos Altavista (Gafisa) e Loteamento Timbiras (Barrasul), além de dirigentes do IMA, da Defesa Civil.

Depois da tragédia, o município teve decretado estado de emergência, reconhecido pelo governador Teotonio Vilela Filho. O promotor de Justiça demonstrou preocupação com as próximas chuvas que foram apontadas pela previsão meteorológica. Ele inclusive pediu um estudo técnico de um geólogo da Universidade Federal de Alagoas para saber quais as reais condições do terreno. Já a próxima reunião do grupo ficou marcada para terça-feira (09) no quartel-geral dos Bombeiros.

AÇÕES - Na reunião o Ministério Público cobrou a responsabilidade social dos empreendimentos econômicos para com as famílias atingidas pela tragédia, bem como do Poder Público em cuidar das pessoas abrigando-as em local fora do risco. O comandante-geral dos Bombeiros se comprometeu com o prefeito a irem até a Secretária Estadual da Infraestrutura para providenciar com relação ao abrigo das famílias em um campo de futebol, com casas pré-moldadas custeadas pelo o Governo do Estado.