No começo da manhã de hoje, 03 de junho, a Polícia Federal deflagrou a operação Denário na Zona Rural e Urbana de Palmeira dos Índios e em mais três cidades: Batalha, Arapiraca e Olho D’água das Flores no Sertão do Estado. As ações ilícitas das duas quadrilhas causaram um prejuízo superior de R$ 3,2 milhões de reais aos cofres públicos. 

A ação é feita em parceria com o INSS e o Ministério Público Federal e visa acabar com duas quadrilhas atuavam em todo estado de Alagoas, através de escritórios de despachantesprevidenciários, que ultilizavam documentos falsos para obter a concessãode benefícios previdenciários como Auxílio-doença, Aposentadoria Especial Rural e do Benefício Assistencial (LOAS) por incapacidade, tanto no seara administrativa,como em alguns casos no âmbito judicial.

De acordo com o delegado Delano Cerqueira todos os 14 mandados de prisão preventivas foram cumpridos, entre os presos está uma é médica psiquiatra, outros 24 mandados de busca e apreensão também foram realizados. Ainda de acordo com ele, outros mandados devem acontecer no decorrer das oitivas.

O Cadaminuto apurou que entre os presos estaria o ex-radialista Valdir Lopes e a médica que vendia atestados médicos falsos foi identificada apenas com o nome de Consuelo. O Presidente dos Trabalhadores Rurais de Palmeira dos Índios, também foi preso.  

O delegado explicou que 150 policiais de todo o Nordeste participaram da ação e que a operação foi feita após investigação de um ano. Os mandados foram expedidos pela 8°vara federal de Arapiraca.

"A farra acabou, estas quadrilhas lesaram o INSS em cerca de R$ 3,2 milhões e as irregularidades não aconteciam apenas em Palmeira dos Indios, mas em vários municípios entre eles Arapiraca e Maceió" explicou o delegado.

Delano disse que além dos 14 presos outras 90 pessoas serão ouvidas e que ações de arresto e bloqueio de bens também foram feitas. O delegado confirmou que as quadrilhas usavam até menores para receber benefícios e que a médica tinha um papel importante pois emitia laudos falsos para que os benefícios fossem concedidos.

"As investigações descartam qualquer participação de funcionários do INSS, estas quadrilhas já agiam a quase cinco anos no Estado" disse ele.

Em entrevista ao programa Cidadania do radialista França Moura na Rádio Jornal o superintendente da PF José Pinto de Luna se disse indignado com o esquema e lembra que aliciadores levavam pessoas humildes para burlar o INSS e conseguir o benefício.

Ele falou que além dos laudos falsos as quadrilhas burlavam documentos de aluguéis de fazendas e outros requisitos para que os benefícios fossem expedidos.

"Não adianta ficar chorando depois que a PF invadiu minha casa às cinco da manhã, bem e você não tivesse feito coisa errada isto não acontecia" finalizou Luna.

Foram apreendidos durante a Operação, Jóias, automóveis e documentos.  O Assessor de Estratégia de Gerenciamento de Risco da Previdência Social, Dilmar Pregardier essa é a 10° operação no Brasil. “Agradecemos ao trabalho da Policia Federal e ao Ministério Público que acompanhou essa operação que já vinha sendo investigada a mais de um ano” falou Dilmar.

Ainda durante a coletiva na sede da Polícia Federal, a gerente substituta da previdência regional do Nordeste, Maria Alice garantiu que vai revisar os 580 benefícios fraudulentos. “Vários funcionários do INSS vão realizar uma revisão em todos os benefícios autorizados pela médica. O que levou a descobrir essa pratica criminosa foi o número muito grande de aposentadoria na cidade de Palmeira dos índios”, disse  a gerente.

Os presos foram indiciados nos crimes de formação de quadrilha, estelionato e uso de documento falso. Caso sejam condenados, ficarão sujeitos a uma pena de até 13 anos de reclusão. Os 14 acusados devem realizar agora à tarde o exame de corpo delito no Instituto de Médico Legal em Maceió.