O ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou nesta terça-feira (2), em entrevista sobre o desaparecimento do Airbus A330 da Air France, que "o avião caiu naquele quadro", referindo-se a uma área perto de onde foram localizados destroços nesta madrugada.

Segundo o ministro, o avião Hércules da Força Aérea Brasileira identificou diversos materiais em uma faixa de cinco quilômetros. O local fica dentro da área abrangida pelo arquipélago de São Pedro e São Paulo.

De acordo com Jobim, a primeira detecção de materiais metálicos e não metálicos foi feita à 1h. "Houve também às 5h37 minutos da manhã de hoje, o C-130 tinha avistado manchas de óleo na região, nesta zona que chamamos de zona de busca", afirmou.

Jobim afirmou que as aeronaves ainda avistaram destroços e uma poltrona. Os objetos encontrados no mar serão recolhidos e embarcados no navio Grajaú, da Marinha. A embarcação levará o material para Fernando De Noronha, onde deve chegar às 9h, de quarta-feira (3).

Investigações

De acordo com o ministro, as investigações ficam sob responsábilidade do governo na qual a aeronave foi registrada, no caso, a França. O Brasil ficará responsável pela busca de corpos e destroços.

"A investigação é de competência do governo francês", afirmou Jobim.

Jobim afirma que não é possível saber se o avião explodiu.

Familiares

O ministro afirma que não conversou com familiares sobre a possibilidade de haver sobreviventes. "A operação está se fazendo em cima de resultados, não de hipóteses. Se trabalhassemos com hipóteses poderiamos suspender as buscas", disse.

Sobre a lista de passageiros, Jobim afirma que pela legislação internacional, a lista é fornecida pela empresa responsável pela aeronave. Alguns parentes afirmam que não desejam que os nomes das vítimas estejam na lista.