Em fevereiro, Paula, de 27 anos, foi protagonista de uma saia-justa entre a diplomacia suíça e brasileira. Ela afirmou à polícia local que havia sido vítima de um ataque xenófobo em uma estação de trem no subúrbio da cidade, onde morava com o namorado Marco Trepp.
A brasileira afirmou que seu corpo foi marcado pelos agressores com a sigla do SVP (Partido do Povo Suíço), maior partido de direita do país. Paula ainda contou que o ataque teria feito com que ela abortasse de gêmeos e acusou os policiais que a atenderam de terem desconfiado da veracidade da história. O governo brasileiro entrou no caso e até o embaixador da Suíça no Brasil foi convocado pelo Itamaraty para dar explicações.
Paula está sendo alvo de um processo por falso testemunho, mas sua condição psiquiátrica é instável. Seu advogado, Roger Muller, confirmou que Paula está tendo "acompanhamento profissional", mas não quis entrar em detalhes. Ela foi levada ontem para uma clínica apresentando um quadro tido como "complicado". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.