Agricultores familiares do município de Rio Largo devem receber no próximo dia 10 de junho cerca de 20 mil alevinos, que serão criados em pequenos tanques ou barragens comunitárias e servirão como alternativa de renda, além de complemento alimentar.

A ação é consequência da revitalização do Núcleo de Piscicultura, localizado no município, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Prefeitura de Rio Largo. Só neste mês de maio, pequenos agricultores de Maragogi, Campo Alegre, Porto Calvo e Limoeiro de Anadia receberam cerca de 40 mil alevinos produzidos no Núcleo.

Onde se cadastrar - A expectativa da Seagri é produzir 100 mil alevinos a cada mês para serem distribuídos regularmente aos municípios onde houver demanda. “As comunidades que tiverem açudes comunitários ou barragens e quiserem receber alevinos devem se cadastrar nas secretarias municipais de agricultura”, explica Edson Maruta, superintendente de Desenvolvimento Agropecuário.

Outra forma para receber alevinos é se cadastrar diretamente na Seagri, por meio da Diretoria de Política Pesqueira, pelo telefone (82) 3315-3655. Também podem se cadastrar para receber os alevinos associações comunitárias de assentamentos e comunidades quilombolas.

Como funciona — De acordo com o zootecnista Luciano Barros, técnico que acompanha as atividades do Núcleo, quase todos os alevinos distribuídos são do sexo masculino, para evitar o cruzamento e a superpopulação em tanques pequenos. “Produzimos alevinos machos através da técnica de reversão sexual, devido à taxa de crescimento ser maior, tornando a atividade economicamente mais viável. Além disso, mantemos a biomassa adequada nas unidades de cultivo, já que não haverá reprodução”, explica o técnico.

“Quando a intenção é o “peixamento” de açudes ou barragens, ou seja, o povoamento, são distribuídos alevinos de ambos os sexos, pois a probabilidade de superpopulação — já que haverá reprodução — é menor, devido à captura frequente pela comunidade”, conclui Luciano Barros.

Em todos esses municípios onde houve distribuição, há um técnico da Seagri que acompanha o desenvolvimento dos peixes, a alimentação e a retirada feita pelos moradores beneficiados. Eles são pescados quando atingem entre 300 e 500 gramas. Além do zootecnista Luciano Barros, as atividades do Núcleo de Piscicultura são acompanhadas pela engenheira de pesca Patrícia Carneiro.