O novo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito das Organizações Não-Governamentais (CPI das ONGs), senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse que pautará sua atuação por uma investigação rigorosa dos fatos, com o objetivo de diferenciar as organizações sérias daquelas que obedecem a interesses escusos ou usam métodos desonestos de trabalho.
- Não vamos fazer nada insensato, mas nenhum indício será varrido para baixo do tapete. Todos os fatos serão apresentados com sólida fundamentação. Dessa forma, quando for solicitada uma quebra de sigilo, o senador que votar contra ficará mal perante a opinião pública, porque estará colocando obstáculos para a apuração das responsabilidades - explicou.
A CPI das ONGs terá reunião administrativa nesta quinta-feira (28), a partir das 14 horas, quando examinará requerimentos de depoimentos de autoridades e pedidos de quebra de sigilos.
Reforço
Arthur Virgílio disse estar em estreito contato com a equipe técnica que trabalha na CPI, a qual será reforçada por especialistas em repasse de recursos governamentais a ONGs, de forma a ampliar a identificação de irregularidades.
Para o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), as CPIs das ONGs e da Petrobras são complementares e poderão atuar em colaboração. Ao concordar com Jereissati, Arthur Virgílio observou que muitos fatos poderão ser investigados tanto em uma como em outra CPI. No entanto, ele advertiu que não se pode perder o norte da atuação das CPIs: investigar ilícitos em contratos e malversação de recursos públicos.
A CPI das ONGs tinha prazo previsto de funcionamento até o dia 2 de julho, mas teve o tempo de investigação prorrogado por mais 180 dias, a partir daquela data.