O governo e a oposição anunciaram nesta quarta-feira (27) os nomes dos senadores integrantes da CPI da Petrobras no Senado, mas a disputa pelo comando da comissão deve se arrastar até a semana que vem.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), leu os nomes dos senadores que, a partir de terça-feira (2), começam a investigar as denúncias contra a Petrobras.
A oposição ficou com três das 11 vagas. O PSDB indicou os senadores Sérgio Guerra (PE) e Álvaro Dias (PR). E o Democratas, ACM Júnior (BA). Os governistas ficaram com oito vagas. Entre eles, os líderes do governo no Senado e no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR) e Ideli Salvati (PT-SC), e o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL).
A presidência da CPI deve ficar com o PT, e a relatoria, com o PMDB. A oposição protestou. “O governo escolhe os mais obedientes para se impor e tratorar a oposição para impedir uma investigação de profundidade”, disse o senador Álvaro Dias.
Os governistas disseram que a maioria comanda as CPIs. “Nós vamos trabalhar com muita tranqüilidade, sem rolo compressor, sem exploração política eleitoral por parte da oposição”, disse Romero Jucá.
Com a composição da CPI, o governo espera ter afastado as ameaças de turbulências na Petrobras e trabalha para acelerar as regras para exploração do petróleo do pré-sal, retirado de águas profundas. Nesta quarta, o diretor de exploração da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a CPI não vai afetar a operação da empresa.
“São planos de longo prazo, não são planos para amanhã, de modo que não haverá nenhum tipo de interrupção do nosso trabalho com o pré-sal”, disse.