A família da menina de 8 anos baleada durante um assalto na cidade de Rio Claro, a 173 km de São Paulo, autorizou a doação de órgãos na tarde desta quinta-feira (21).

 

Gabriela Nunes de Araújo teve a morte cerebral constatada pelos médicos por volta das 10h, após uma série de exames.

 

Ela foi baleada na cabeça na terça-feira (19) por dois criminosos que entraram no condomínio em que a família de Gabriela vive. Ela e a irmã gêmea estavam com a babá em casa no momento do assalto. Os pais tinham viajado. Quando os criminosos entraram, o alarme da casa disparou. De acordo com o delegado que investiga o caso, a babá teria se recusado a desligar o equipamento e os criminosos dispararam. Gabriela foi atingida na cabeça.

 

O delegado Paulo Henrique Nabuco, que investiga o caso, disse nesta tarde que "não houve o tiro acidental", como chegou a ser informado anteriormente.

 

Para deixar o condomínio após ferir a menina, os assaltantes roubaram o carro de um casal, na saída do condomínio. O casal e a babá já prestaram depoimento. Testemunhas reconheceram, por foto, os dois criminosos, que estão foragidos. "Um é menor, tem 17 anos, e o outro tem 20 anos. [Eles] já têm várias passagens pela delegacia por porte, por furto e tráfico de entorpecentes", disse o tenente coronel Antonio Marcolino Vieira.

 

Gabriela foi levada para a Santa Casa de Rio Claro, onde passou 12 horas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Na tarde da quarta (20), ela foi transferida de helicóptero para o Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista. Os pais foram em outra aeronave, logo em seguida.

 

Assim que chegou ao Albert Einstein, Gabriela foi levada direto para a sala de cirurgia. Os médicos tentaram reduzir um inchaço na cabeça, chamado de edema cerebral, que foi provocado pelo ferimento a bala. Foram três horas de operação. A criança passou a noite na UTI pediátrica do hospital e teve morte cerebral anunciada nesta manhã.