O PMDB começa a dar o tom da campanha política de 2010. O presidente estadual do partido, deputado federal Henrique Eduardo Alves, afirmou que até o final de 2009 a legenda escolherá o candidato que vai apoiar para governador e disse que a ala peemedebista já escolheu o lugar que deseja ocupar na chapa majoritária: a vaga de senador. Ele disse que a prioridade do partido será a reeleição do senador Garibaldi Filho.
“Há três vagas na chapa majoritária, nós vamos querer a de senador. A prioridade do PMDB é a reeleição do senador Garibaldi Filho”, destacou o parlamentar.
Ele enfatizou que o destino peemedebista no pleito de 2010 não será uma decisão isolada dele ou do senador Garibaldi Filho. “Vamos discutir (sobre o pleito de 2010), mas asseguro que a decisão será tomada pelo partido todo. Não será o que Henrique gostaria ou o que Garibaldi gostaria”, ressaltou o deputado, frisando que ele e o senador peemedebista estarão unidos no pleito de 2010.
Henrique Eduardo Alves disse que se a eleição fosse hoje a chapa dele para o Senado seria Garibaldi Filho e Wilma de Faria. Mas reconheceu que o voto de governador está indefinido. “Tem as preferências pessoais, mas o PMDB não decidiu o candidato a governador. No grupo que eu participo hoje tem o deputado Robinson Faria, com quem tenho uma proximidade até pelas nossas famílias, o vice-governador Iberê Ferreira, que já foi do MDB, o deputado federal João Maia, que é uma revelação na política importante, e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo”, avaliou.
Congresso
A executiva estadual do PMDB esteve reunida ontem para discutir o congresso estadual do partido. O evento acontecerá no dia 8 de junho. “Dia 15 de junho é o prazo final dos diretórios estaduais realizarem realizarem seus congressos. Em agosto terá o nacional (congresso) para fazer uma proposta de Brasil do PMDB”, destacou Henrique Alves.
Ele explicou que serão entregues questionários aos integrantes dos diretórios peemedebistas e é com base nessa discussão que o PMDB traçará um diagnóstico para eleição do próximo ano. “Vamos fazer um projeto para o Rio Grande do Norte. O PMDB está se voltando para dentro, para buscar idéias no projeto estadual e em agosto idéias do projeto nacional”, enfatizou o presidente estadual da legenda.
Deputado explica proposta de mudança
O relator do projeto do programa “Minha Casa Minha Vida”, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) destacou ontem, durante reunião da Executiva Estadual do PMDB, que irá propor mudanças no projeto do Governo Federal. O parlamentar quer a ampliação dos recursos, do número de cidades atendidas e do credenciamento dos bancos.
Henrique Alves defende o aumento de R$ 1 bilhão nos recursos que vão atender famílias com renda de até três salários mínimos, o que implicaria em R$ 17 bilhões para o programa. Além disso, o deputado também propõe a ampliação dos municípios beneficiados.
“Se ficar como está o dinheiro vai todo para os grandes municípios. Estou propondo R$ 1 bilhão exclusivo para municípios de 50 mil habitantes”.
Outra mudança proposta pelo relator do projeto é a ampliação para outros agentes financeiros e não deixar a liberação do crédito restrita apenas a Caixa Econômica Federal. “Vamos ampliar para outros agentes financeiros estaduais, regionais, médios, para que possam fazer o programa.
“A Caixa não tem estrutura, embora queira. Ela (a Caixa) está contratando 600 profissionais para atender 800 municípios. Mas o que estamos propondo é atender todos os muncípios brasileiros. A estrutura é impossível, é exigir demais para Caixa”, analisou o deputado federal do PMDB.
Ele admitiu que enfrenta resistência do Governo para as mudanças. “Estou querendo abrir (ampliar o programa), o Governo resiste a essa abertura. Acho que vou convencer o Governo ou convencer o plenário para que abra para outras instituições ter agilidade e praticidade”, destacou.
O parlamentar potiguar está na próxima terça-feira reunido com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para discutir o projeto. “Já estou com o relatório concluído e na terça-feira vou conversar com a ministra Dilma”, comentou.