As fortes chuvas caídas nos últimos dias têm castigado a população de Taquarana, especialmente as famílias que residem na comunidade Lagoa Grande e Rua Antônio Madeiro. A falta de um projeto de drenagem no conjunto residencial Alto das Colinas, que fica localizado na parte alta, faz com que as águas da chuva, misturadas com lama, pedras e lixo escoem como verdadeiras avalanches, arrastando tudo o que encontram pela frente e comprometendo, principalmente, as residências de quem mora na parte baixa.
O fato mais curioso da situação é que assim que o conjunto Alto das Colinas foi inaugurado, no ano de 2006, o prefeito Alay Correia reivindicou e conseguiu, através de emenda parlamentar do então deputado federal Rogério Teófilo, a liberação de recursos na ordem de R$ 358.312, que seriam utilizados para serviços de drenagem no local, o que certamente evitaria os problemas que estão acontecendo atualmente.
De acordo com a secretária municipal de Viação, Obras e Serviços Urbanos, Edna Pereira, o convênio de número 214.406-15/2006, formalizado entre prefeitura e Ministério das Cidades, através da Caixa Econômica Federal, foi assinado pelo prefeito Alay no mês de dezembro de 2006, o que deixou o próprio prefeito, como também a equipe de engenharia da Prefeitura e toda a população, ansiosos por melhorias.
Segundo a secretária, o que parecia ser mais fácil acabou sendo o fator complicador de toda a história. Taquarana, por ser um município que tem as contas em dia com o governo, tem mais facilidades em conseguir recursos federais, principalmente por não estar com pendências junto ao Cadastro Único de Convênio (Cauc), uma espécie de SPC ou Serasa das prefeituras.
“Conseguimos o mais difícil, que foi a aprovação da emenda e, conseqüentemente, a formalização do convênio. Acontece que o excesso de burocracias e a morosidade por parte do setor de engenharia da Caixa Econômica Federal fizeram com que até agora os recursos não tenham sido liberados”, disse Edna Pereira, alegando ainda que tomou conhecimento que no último dia 31 de março, o governo federal, estranhamente, cancelou o convênio que tem validade até dezembro de 2009.
Ainda de acordo com a secretária, após a assinatura do convênio, a Caixa Econômica deu um prazo para que o município enviasse toda a documentação necessária para a liberação dos recursos. Acontece que após o envio da documentação é comum que o setor de engenharia da Caixa mande o projeto de volta, solicitando que a Prefeitura ajuste, dentro de um prazo estipulado, algumas pendências existentes no projeto.
O que a secretária alegou não conseguir entender é o fato do projeto ir e voltar várias vezes, sempre motivado pelo surgimento de novas pendências. “Recebemos o projeto, por exemplo, constando 19 pendências que, depois de serem ajustadas e reenviadas pela prefeitura em prazo hábil, retornam depois de alguns meses com outras 9 pendências diferentes. “Esse excesso de burocracia acaba dando uma impressão de desorganização e falta de comunicação entre o setor de engenharia da Caixa. Os municípios sempre têm que trabalhar cumprindo prazos, mas a Caixa nunca cumpre os prazos com os municípios. É preciso que o governo federal dê mais atenção a casos como estes, que tornam milhares de municípios brasileiros reféns desta morosidade, na minha opinião, também ocasionada pelo número defasado de profissionais”, alertou Edna.
A prefeitura garantiu que irá reunir todas as forças para conseguir a liberação dos recursos e que não aceita o cancelamento do contrato, visto que oficialmente o mesmo tem vigência até o final deste ano.
Chuvas deixam comunidades de Taquarana em alerta
17/05/2009, 14:42 - Municípios
Por teresa
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