O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou a ação que investigava o envolvimento dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Tarso Genro (Justiça) na montagem de um dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O ministro Ricardo Lewandowski, acolheu o parecer da Procuradoria Geral da República. O texto indicava que não existiu participação de pessoas com foro privilegiado no episódio.
Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos".
O processo será devolvido para 12ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, que vai analisar a denúncia contra outras pessoas suspeitas de envolvimento do caso.
O governo argumenta que montou um "banco de dados" sobre gastos com cartões corporativos com informações da gestão FHC, mas nega a confecção de um dossiê que seria utilizado como instrumento político contra os tucanos. Reportagens do jornal Folha de S. Paulo atribuíram a Erenice Guerra a ordem para a criação do suposto dossiê e à diretora de Recursos Logísticos da Casa Civil, Maria de
O banco de dados, que teria sido montado a pedido de Erenice, é paralelo ao Suprim (sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo).
Com 13 páginas, o documento registra detalhes, fora da ordem cronológica, de diversos gastos, com ênfase nos feitos pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso e naqueles que envolvem bebidas e itens como lixas de unha.
No final de abril, a Casa Civil prorrogou os trabalhos de sindicância por mais 30 dias para apurar o vazamento de informações. O prazo para a conclusão das investigações se encerraria no final de maio. Além da sindicância da Casa Civil, a Polícia Federal também investiga o vazamento de informações que deu origem ao dossiê.