O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem (8), em Buenos Aires, onde participa de um evento sobre o Banco do Sul, que não haverá prejuízo para quem aplica na caderneta de poupança. "Estou garantindo a todos os investidores, a todos os poupadores que não haverá nenhum prejuízo", frisou.

 

Ele afirmou que quem terá "prejuízo serão aqueles que tiraram dinheiro da poupança, aqueles que foram mal informados porque foram induzidos em erro por propaganda enganosa". "Não saiam da poupança porque é um mau negócio; vão perder dinheiro", ressaltou o ministro.

 

O ministro da Fazenda também enviou uma clara mensagem aos partidos de oposição DEM, PSDB e PPS, que divulgaram nota na quinta-feira (7), no Congresso, na qual acusam o governo de criar incerteza sobre a caderneta, e aos parlamentares que alertam para o risco de perda da poupança.

 

"Os que foram enganados deveriam até abrir uma ação contra aqueles que os induziram ao erro porque não haverá nenhuma perda, nenhum prejuízo, o rendimento (da poupança) será totalmente seguro e permanece totalmente a flexibilidade que existe hoje, o cidadão poder entrar e sair da poupança quando bem entender", disse Mantega.

 

Sobre a possibilidade de cobrança de Imposto de Renda sobre a poupança com saldo maior, Mantega afirmou que "isso não está definido". Embora não tenha adiantado quais serão as mudanças na caderneta de poupança, Mantega deixou claro que o governo está atento aos movimentos desse mercado.

 

"Não permitiremos uma migração em massa de outros investimentos para a poupança. Mas isso (vai acontecer) por via de regras de mercado, não vai ser por nenhum decreto. O governo não vai decretar nada", afirmou.

 

Por regras de mercado, nós vamos continuar mantendo a atratividade dos investimentos que não são da poupança (...). De modo que não há necessidade de sair dos fundos de renda fixa para a poupança. Portanto, não permitiremos que haja uma aproximação muito grande de uma aplicação com outra aplicação."