O corpo do diretor teatral e dramaturgo Augusto Boal, que morreu na madrugada de ontem (2), será cremado na tarde deste domingo no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Segundo informações do cemitério a solenidade está marcada para começar às 14h.

 

Segundo informações de parentes, ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Boal tinha 78 anos e sofria de leucemia.

 

Boal foi fundador do Teatro do Oprimido. Em março de 2009, Boal foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.

 

De acordo com o hospital, o diretor foi internado no dia 28 de abril, com quadro de infecção respiratória. O motivo de sua morte foi insuficiência respiratória. Ele morreu por volta de 2h40 de sábado.

 

Augusto Boal foi uma das grandes figuras do teatro contemporâneo. Formado em química, estudou dramaturgia em Columbia, Nova York.

 

Amigos, como o diretor de teatro Aderbal Freire-Filho, o compositor Juca Chaves e a atriz Eva Wilma lamentaram a morte do dramaturgo. Para eles, o criador do Teatro do Oprimido vai fazer falta não só ao teatro, mas a também à cultura brasileira. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, enviou uma nota lamentando o falecimento.

 

Para o amigo e diretor teatral Aderbal Freire-Filho, o dramaturgo é imortal: “Boal foi o mestre de todos nós, é o artista que universaliza o teatro brasileiro. O reconhecimento que o teatro brasileiro pode ter no exterior, e tem, começa com Augusto Boal. A qualidade, a profundidade, a humanidade do teatro dele que possibilita isso. Não por acaso seus livros são traduzidos em tantos idiomas e ele é o mestre que é. Para mim ele era um amigo querido, mestre e imortal”.

 

Um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, Augusto Boal nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de março de 1931. Ganhou notoriedade com seu Teatro do Oprimido, cuja proposta era transformar o espectador em elemento ativo do espetáculo. Segundo ele próprio, conceito que ensinava "as pessoas a se inserirem na sociedade".

 

O compositor e humorista Juca Chaves diz que, como líder cultural que era, Boal vai fazer muita falta para todo o Brasil: “Eu fiquei muito abalado porque ele foi um expoente da nossa cultura, do nosso teatro. Um líder cultural também, o que é muito importante. Vai fazer muita falta para nós todos aqui, não somente para os amigos, mas acho que para todo o teatro brasileiro. Foi uma pena, uma pena mesmo”.