Todas as embarcações, de bandeiras estrangeiras ou não, provenientes de portos de países em que comprovadamente já houve registro da gripe suína, terão reforço na inspeção, segundo informações anunciadas nesta quinta-feira pela Secretaria Especial dos Portos (SEP). A estratégia determina que embarcações com passageiros com sintomas da gripe não atraquem até análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ação visa retomar os protocolos do plano de combate à gripe aviária, de
Segundo a SEP, os 48 portos públicos brasileiros e 42 terminais de uso privativo correspondem a 90% das exportações brasileiras. No caso dos terminais privativos, caberá à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a divulgação das informações para adoção de procedimentos para evitar a gripe suína.
A gripe suína geralmente não atinge os humanos, e até então eram raros são os casos de contágio de pessoa para pessoa. A contaminação ocorre da mesma forma que a gripe comum, por meio de perdigotos (gotículas de saliva) lançados na tosse e espirros.
Sobre o recente surto que teve origem no México, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A.
Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas.