Pela primeira vez desde
O registro no primeiro trimestre do recorde de roubos da série histórica iniciada em 1995 não é somente um pulso, mas a consolidação de uma perspectiva que se desenhava desde o primeiro trimestre de 2008, quando os delitos pararam de cair no Estado.
O maior crescimento em relação ao primeiro trimestre de 2008 foi o de latrocínios (36,2%) e a maior queda, a de roubos a banco (13,6%).
O diretor da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública, Túlio Kahn, afirmou que vários fatores podem explicar a mudança, entre eles a crise econômica. “Ela ajudou a intensificar o aumento da criminalidade, mas não a explica todo o crescimento”, disse.
Cada ponto porcentual a mais nos índices de desemprego significa, segundo Kahn, um acréscimo de 5 mil roubos na estatística policial. Outros fatores, como o fim do cumprimento em regime integral fechado para o cumprimento das penas por crimes hediondos e até “um caráter cíclico da criminalidade” teriam influído na mudança.
Os roubos no primeiro trimestre deste ano alcançaram 65.635 casos, sendo que o recorde anterior pertencia ao 2º trimestre de 2003 (64.282). Embora o índice tenha crescido em todas as regiões do Estado, o aumento foi maior
Segundo Kahn, excluindo o último trimestre de 2008, quando a greve da Polícia Civil prejudicou o registro de casos, os roubos crescem há três trimestres consecutivos, o que atesta a tendência de alta.
Já os casos de homicídio doloso (quando há intenção de matar) subiram em relação ao 1º trimestre do ano passado. O quarto trimestre de 2008 havia interrompido um ciclo de 29 trimestres seguidos de queda. O aumento foi de 0,7% em todo o Estado em comparação ao mesmo período de 2008.
Nos municípios do interior, o crescimento foi de 11,06%. Na capital, houve uma queda de 6,44%, mas abaixo da expectativa do governo (de mais de 10%).
Foram registrados também 1.050 casos de estupro no Estado.