O Sudeste é a região do país que tem, por habitante, menor quantidade
de juízes especializados na área de infância e juventude. A informação
é de levantamento divulgado nessa quarta-feira (29) pela Associação
Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos
da Infância e da Juventude (ABMP).
A média nacional é de 438 mil
habitantes por juiz especializado no setor. No Sudeste, esse número é
de aproximadamente 500 mil. O estado do Espírito Santo é a única
exceção na região, tem média de 200 mil habitantes por magistrado
especializado, a mesma do estado de Tocantins, o melhor do ranking.
O
levantamento ainda mostra que existem apenas 92 comarcas exclusivas de
infância e juventude espalhadas pelo país. A grande maioria das
comarcas que cuidam do assunto acumula outras atribuições. No estado de
São Paulo, por exemplo, a maior parte dos juízes da área acumula
competência na área de execuções penais.
“Cumular com júri e
execuções é o pior cenário. Há visitas a presídios, o que demanda muito
tempo. Infância e juventude, que já era anexo, fica anexo do anexo do
anexo”, avalia o presidente da ABMP, Eduardo Rezende Melo.
Em 11
estados, juízes de infância e juventude são obrigados a trabalhar com
setores da área civil que têm poucas relações com o tema. “É feito por
quem trata contratos, questões que não têm nada a ver com infância e
juventude”, diz Melo.
Em sete estados, a área infância e
juventude é tratada pelos mesmos magistrados da área criminal. Em
quatro estados, é acumulado com a área da família e sucessões, o setor
mais próximo do tema da infância, segundo a ABMP.
“Na área de
família nós temos mais afinidades, Tem possibilidade de
complementariedade. Tem muita disputa de guarda, que os pais ficam
querendo um a criança do outro. Um grande fator positivo é o
compartilhamento das equipes técnicas. São duas áreas que trabalham
interligadas”, afirma Eduardo Melo.
Sudeste é a região com menos juizados especializados em infância e juventude
30/04/2009, 16:01 - Brasil/Mundo
Por carlinhos
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