O Ministério da Saúde divulgou ontem (28), após reunião do Gabinete Permanente de Emergência, que o Brasil receberá 54 mil doses do medicamento Tamiflu, usado no tratamento de influenza em geral --inclusive a gripe suína.

 

Segundo o ministério, o governo brasileiro já possui o equivalente a 90 milhões de doses do remédio estocadas no almoxarifado do órgão. O protocolo de tratamento indica que, tão logo o médico diagnostique o caso como suspeito, ele prescreva o Tamiflu.

 

O medicamento está estocado em tonéis e para ser usado ainda precisa ser manipulado e separado em cápsulas. Por isso, a encomenda de doses prontas para serem ministradas caso haja necessidade. O ministério, entretanto, classificou a compra como rotina e informou que a encomenda já havia sido feita em janeiro deste ano, antes do surto de gripe suína.

 

O Gabinete Permanente de Emergência também informou que a Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagem) foi convocada para uma reunião com o objetivo de ajudar nas informações aos turistas. Segundo o ministério, por enquanto não há a intenção de suspender a venda de passagens aéreas que tenham como destino as áreas afetadas pela doença.

 

Ontem (28), o Ministério da Saúde confirmou na tarde desta terça-feira que 20 pessoas estão sendo monitoradas após apresentarem sintomas da gripe suína no Brasil. De acordo com órgão, entretanto, ainda não há confirmação de nenhum caso no país, e o casos monitorados ainda não são considerados suspeitos pelos critérios da OMS (Organização Mundial de Saúde).

 

Ontem também, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que chamou de “terrorismo” em relação ao risco de contaminação da gripe suína no Brasil. O presidente reafirmou que o país tem remédios para combater a doença e disse que não se pode ficar "vendendo pânico".

 

"Eu acho que este momento é um momento de cautela, é um momento de prevenção e não é o momento de se fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui", disse Lula. "Agora, o que a gente não pode é ficar vendendo pânico, porque de repente cria-se um problema onde não existe problema", afirmou.

 

"O Brasil está preparado, nós temos remédio para atender as pessoas, vamos fazer fiscalização rígida nos aeroportos, para que a gente evite que essa doença chegue ao Brasil", disse.