A prefeitura de Londrina (PR) proibiu, ontem (23), os moradores de alimentar os pombos da cidade. O decreto 320/2009 foi assinado pelo prefeito interino José Roque Neto e dispõe sobre o controle e o manejo ambiental das aves. A proibição vale para áreas públicas e particulares.

 

De acordo com Florindo Dalberto, secretário da Agricultura e do Ambiente, a proliferação dos pombos precisa ser cuidada de forma gradativa.

 

“São ações visando mudanças de médio e longo prazo. A superpopulação da espécie deve ser controlada, já que o número alarmante de pombos no município envolve problemas em três áreas públicas: o meio ambiente, a saúde e o perímetro urbano.”

 

Dalberto disse que o decreto prevê a criação de um grupo técnico com objetivo de cuidar do assunto. O secretário de Saúde, Aparecido Andrade, afirmou que os pombos são responsáveis pela infestação de duas doenças graves: a criptococose e a neurocriptococose. “São patologias que têm o pombo como principal transmissor. A questão dos cuidados com os animais vai de encontro com a saúde pública."

 

Em novembro do ano passado, a prefeitura de Maringá (PR) instalou três placas em praças da cidade para orientar a população a não alimentar pombos. A iniciativa é parte de uma campanha desenvolvida pelo Centro de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal da Saúde, que alerta a população sobre os problemas causados pela presença dos pombos, dentre os quais o risco de se contrair doenças.

 

A campanha, realizada em parceria com o Observatório Ambiental da Universidade Estadual de Maringá (UEM), começou há cerca de um mês, com a distribuição de folhetos educativos. O objetivo das ações é diminuir a quantidade atual – e a proliferação – das aves no município, sobretudo no centro e nas praças.

 

As placas podem ser encontradas nas praças Raposo Tavares, Napoleão Moreira da Silva e Centro de Convivência Comunitário Renato Celidônio.