O funcionário público Robson Ribeiro, de 43 anos, afirma ter passado por uma situação constrangedora na manhã de terça-feira (14) em uma agência da Caixa Econômica Federal em Campinas, a 93 km de São Paulo. Após ter sido barrado pela porta giratória, ele conta ter tirado parte da roupa para entrar no banco. 

A cena aconteceu por volta das 10h quando, depois de algumas tentativas frustradas, ele não conseguiu passar pelo detector de metais da agência. “Fui tirando tudo. Até que perguntei para o segurança se eu teria que tirar a roupa para mostrar que eu não escondia nada”, contou.  “Fiquei só de cueca”, disse.

Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que “o cliente foi atendido imediatamente por um gerente após a realização dos procedimentos de segurança e o mesmo teve acesso ao banco e realizou o serviço desejado". O texto ainda afirma que "em ocasiões onde o travamento da porta provoca qualquer dúvida ou desconforto para o cliente, a gerência da agência atua no esclarecimento da situação e no pronto atendimento”.

Robson confirma que contou com a ajuda de um dos gerentes do banco. Entretanto, uma vez dentro da agência, ele disse ter se sentido constrangido. “As pessoas me olhavam na fila e me identificavam como o homem que ficou de cueca.”

O cliente, que trabalha no Fórum Estadual de Campinas, analisa a possibilidade de processar o banco e disse que registrou um boletim de ocorrência no 1º DP de Campinas. “Três pessoas se ofereceram para testemunhar a meu favor.” 

Em 2009, ao menos dois problemas com portas giratórias de bancos foram registrados em São Paulo. Em março, o motoboy José Valentim e a doméstica Doralice Muniz Barreto tiraram peças de roupas para conseguir entrar em agências bancárias de Jundiaí, no interior de estado.