A cena aconteceu por volta das 10h quando, depois de algumas tentativas frustradas, ele não conseguiu passar pelo detector de metais da agência. “Fui tirando tudo. Até que perguntei para o segurança se eu teria que tirar a roupa para mostrar que eu não escondia nada”, contou. “Fiquei só de cueca”, disse.
Em nota, a Caixa Econômica Federal afirmou que “o cliente foi
atendido imediatamente por um gerente após a realização dos
procedimentos de segurança e o mesmo teve acesso ao banco e
realizou o serviço desejado". O texto ainda afirma que
"em ocasiões onde o travamento da porta provoca qualquer
dúvida ou desconforto para o cliente, a gerência da agência atua
no esclarecimento da situação e no pronto atendimento”.
Robson confirma que contou com a ajuda de um dos
gerentes do banco. Entretanto, uma vez dentro da agência, ele
disse ter se sentido constrangido. “As pessoas me olhavam na
fila e me identificavam como o homem que ficou de cueca.”
O cliente, que trabalha no Fórum Estadual de Campinas, analisa a
possibilidade de processar o banco e disse que registrou um
boletim de ocorrência no 1º DP de Campinas. “Três pessoas se
ofereceram para testemunhar a meu favor.”
Em 2009, ao menos dois problemas com portas
giratórias de bancos foram registrados em São Paulo. Em março, o
motoboy José Valentim e a doméstica Doralice Muniz Barreto
tiraram peças de roupas para conseguir entrar em agências
bancárias de Jundiaí, no interior de estado.