As enchentes que atingiram a região Norte nos últimos dias já fizeram cerca de 25 mil vítimas no Amazonas --entre desabrigados e desalojados (pessoas que ficam temporariamente fora de suas residências em casas de familiares ou amigos). Os dados foram informados ontem pelo diretor de Reabilitação e Reconstrução da Secretaria Nacional da Defesa Civil, José Fernandes.
Segundo Fernandes, o Pará é o Estado com o maior número de vítimas --1.330 estão fora de suas casas--, em seguida vem Rondônia, com 523, e o Acre, com 600. Ele informou ainda que os desabrigados e desalojados já estão recebendo ajuda como cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.
"Infelizmente, a estruturação física e pessoal das coordenadorias regionais, estaduais e da própria secretaria nacional não permite o atendimento nos padrões preconizados pela ONU (Organização das Nações Unidas) na sua estratégia internacional de redução de desastres", afirmou Fernandes.
O diretor do Inmet (Instituto Nacional Meteorologia), Antônio Divino Moura, confirmou a previsão de chuvas abundantes para os próximos 15 dias e destacou a necessidade de uma ação articulada entre os vários órgãos.
"Precisamos ter um trabalho mais articulado entre quem prevê o tempo e o clima e as ações da Defesa Civil nacional, estadual e municipal", disse.
As ações para enfrentar as enchentes na Amazônia foram debatidas hoje na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.
No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou hoje que, em parceria com Ministério da Integração Nacional, enviará às áreas de enchentes kits com soro, medicamentos, luvas, seringas, curativos e filtros para a água.
De acordo com o ministro, após as enchentes o acesso à água é o principal problema. A ingestão de água contaminadas pode causar doenças intestinais.