A bebê Renata Andreza Pereira da Silva, de 2 meses, morreu na tarde da última terça-feira (14), horas depois de ter sido vacinada em um Posto de Saúde de Agrestina (PE). A secretária de Saúde da cidade, Ana Lúcia de França Barros, disse que a causa da morte foi "asfixia por ingestão do vômito da própria vítima" e descarta que o problema tivesse ocorrido por possíveis reações adversas associadas às vacinas.

 

A secretária disse que a criança recebeu as doses contra a poliomielite, rotavírus e a tríplice viral. "Os lotes das vacinas estão dentro do prazo de validade. Apreendemos o produto, inicialmente, mas as doses já foram recolocadas nos postos de vacinação. Não acho que seja necessário analisar amostras das vacinas para esclarecer possíveis dúvidas."

 

Ana Lúcia informou ainda que o material não passou por qualquer análise. "Um laudo extra-oficial do IML de Caruaru (PE) indica que a morte foi provocada por broncoaspiração, ou seja, asfixia provocada pela ingestão do próprio vômito da criança, enquanto ela dormia."

 

O delegado Carlos Eduardo Pereira, titular da Delegacia de Agrestina, disse que instaurou um inquérito policial para apurar o caso. Segundo ele, o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) deve ficar pronto em 30 dias e afirmou desconhecer a existência de algum laudo preliminar.

 

A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco informou que o delegado vai ouvir o depoimento da mãe do bebê e da enfermeira que aplicou a vacina nesta quinta-feira (16).

 

Ana Lúcia disse que está preocupada com a reação da população da cidade de Agrestina, que tem 22 mil habitantes. "Vamos iniciar em breve uma campanha de vacinação e temo que os pais não levem os filhos para serem vacinados após esse caso."