O ministro Tarso Genro (Justiça) e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Luiz Fernando Corrêa, vão à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na terça-feira (14) para explicar os parlamentares a Operação Castelo de Areia --que investiga supostos crimes financeiros e repasses da construtora Camargo Corrêa para partidos políticos.

 

Eles já negaram o viés político da operação. Mas a oposição se irritou com a exclusão de três partidos governistas --PT, PV e PTB-- do relatório final da operação.

 

No documento que enviou à Justiça Federal, a PF listou sete partidos como possíveis alvos de doações da Camargo Corrêa: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP. A oposição criticou especialmente a exclusão do PT do relatório, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Corrêa disse que o juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal de Justiça, deve explicar o vazamento de informações sobre doações feitas pela Camargo Corrêa a partidos de oposição.

 

"A Polícia Federal não se moveu, não praticou nenhum ato motivado por questões partidárias ou políticas. Agora, os interlocutores é que referiram e falaram nomes de pessoas, instituições e partidos. E essas pessoas estavam sendo interceptadas legalmente. O juiz, ao dar publicidade do seu despacho de decisão se fundamentou inclusive em alguns desses. Cabe ao juiz e somente ele pode fazer isso [explicar as informações]", afirmou.