O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), disse que o caso da funcionária-fantasma do gabinete de Renan Calheiros (PMDB-AL), revelado numa reportagem do jornal Folha de S. Paulo, pode representar quebra de decoro parlamentar.
Tuma levantou a possibilidade de o assunto ser da alçada do primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI), que disse se tratar de uma questão particular de um gabinete.
Há seis dias a reportagem tenta falar, sem sucesso, com Renan e seu assessor de imprensa, Douglas de Felice.
A funcionária-fantasma é Amélia Neli Pizatto, 51, sogra de Douglas. Ela recebe R$ 4.900 por mês.
Amélia está contratada pelo gabinete de Renan desde 14 de abril de 2003, num ato assinado pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, demitido após a Folha ter revelado que ele escondeu da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões.