A trama para retirar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado foi mais uma trama igual a tantas outras que se trama todos os dias no Congresso Nacional.
A primeira lição que o jornalista recebe, quando vai cobrir o Congresso Nacional, ou seja, a Câmara Federal ou o Senado, é de nunca acreditar na primeira versão da notícia que lhe passam.
Isso deveria ser regra nacional, mas, nada é igual a Brasília, ou melhor, à Capital Federal, onde diferentes interesses se encontram nos corredores das duas principais Casas da República.
Renan não é melhor nem pior que ninguém; aliás, falta-lhe apenas lutar para trazer indústrias e polos industriais para Alagoas - igual ao que fizeram os senadores Nilo Coelho, em Pernambuco; José Sarney, no Maranhão; Antônio Carlos Magalhães, na Bahia e Humberto Lucena, na Paraíba.
Esses marcaram suas passagens pela presidência do Senado viabilizando para seus Estados indústrias e empreendimentos de ponta. É só isso o que falta a Renan fazer com relação a Alagoas. No mais...
No mais, a derrubada de Renan da presidência do Senado foi uma trama do PMDB paulista como vingança pela falta de apoio à candidatura do partido à presidência da República. Lembrem-se que o candidato do PMDB veio a Maceió em campanha e encontrou o diretório do partido fechado.
Até mesmo a reação do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos é pura inveja e revolta. Afinal, Renan derrotou Jarbas na disputa pela Prefeitura de Olinda e elegeu o irmão, Renildo, alagoano de Murici, prefeito da cidade histórica.
Jarbas não o perdoa. No mais, queiram ou não, o Rei...Nan está de volta.
