O vereador se contrapõe a essa atitude considerada pelo mesmo como medida extrema, uma vez que o que se tem de conhecimento por toda Penedo através das estatísticas do BPM é de que a violência tem diminuído com as ações do Coronel Pinheiro e seus comandados. Pelo menos é que nós recebemos de notícias pelas emissoras de rádio de nosso município.
Ele também enfatizou outro detalhe de suma importância que é a questão de o município tem potencial turístico e não há como sobreviver com o funcionamento dos bares e restaurantes reduzidos aos horários da portaria: de segunda a quinta-feira fechando às 22 horas e nos finais de semana fechando às 24 horas. E os funcionários demitidos ou tendo reduzidos seus salários em função da queda brusca do funcionamento. Como ficam?
Por outro lado, o vereador chega a se perguntar quem é o transgressor? Quem trabalha e fica impossibilitado de trabalhar ou o bandido que de agora em diante tem mais tempo para praticar seus furtos e ou roubos? Será que a Lei está resolvendo mesmo a violência em nossa cidade? Ou seria mais eficiente a polícia atacar os pontos de venda de drogas – as famosas bocas de fumo – e ou os pontos de incidências de brigas em nossa cidade, todos identificados e de conhecimento tanto da sociedade quanto da própria polícia.
Cidoca também frisou que não existe na legislação vigente nada que regulamente essa decisão do Magistrado, ou seja, o direito de ir e vir dado e garantido pela Constituição não está sendo respeitado, pois a medida fere a liberdade tanto dos proprietários de bares e restaurantes quanto aos dos cidadãos que já não têm grandes opções de lazer em Penedo e, agora, estão submetidos ao toque de recolher – como num estado de sítio – onde não se pode tomar uma cervejinha prolongada no final semana.
Outros vereadores também se solidarizaram com o pronunciamento de Cidoca, foram eles: Derivan Thomaz, o Presidente Josué Marques da Silva – Bili Marques – que até sugeriu a criação de uma Lei para regulamentar o funcionamento desses estabelecimentos, uma vez que é função do legislativo fazer leis e ao judiciário aplicá-las e, por enquanto, ainda não existe lei em vigência que normatize estes horários.
Foram também solidários a Cidoca os vereadores Raimundo Jorge Rosário Sousa, Manoel Messias Lima e o suplente Antônio Nelson Azevedo Filho- Nelsinho.
Apesar de sabermos da preocupação por parte do judiciário, pela segurança e bem-estar dos cidadãos penedenses, esperamos que haja uma outra forma de se resolver esta problemática que atinge, infelizmente, as pessoas de bem de nossa cidade: os donos de bares e restaurantes, funcionários e os cidadãos ordeiros e pacatos que necessitam relaxar nos seus finais de semana sem ter que cumprir um horário tão rigoroso como foi imposto em nossa querida cidade.
