O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, participa na próxima segunda-feira (6) da 5ª Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Montes Claros, Minas Gerais. O encontro, que será aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como temas principais a Ferrovia Nova Transnordestina e a implantação de uma malha aérea regional, assunto discutido na reunião de governadores que aconteceu em Maceió, no início da semana — durante o Nordeste Invest —, com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Segundo o superintendente da Sudene, Paulo Fontana, o transporte aéreo regional tem um papel fundamental no desenvolvimento econômico de qualquer país ou região. “No Nordeste as poucas opções de horários entre suas principais cidades, voos longos, preço elevado das passagens e a falta de infraestrutura nos aeroportos tornaram-se verdadeiros entraves para o turismo e para o desenvolvimento industrial e comercial”, salienta.

O superintendente de Produção e Gestão de Informação, que vai representar a Secretaria do Planejamento e do Orçamento de Alagoas, José Cândido do Nascimento, destaca a importância da defesa em bloco desses grandes temas, que vão beneficiar todos os estados da região e não apenas casos isolados. “Os interesses são regionais, integrados, fortalecendo ainda mais as propostas, como a ampliação da malha aérea entre cidades nordestinas de forte apelo turístico”, afirma.

A proposta da Sudene, além de oferecer crédito a quem deseja explorar os trechos, é negociar com os governos estaduais a redução de impostos, como ICMS que incide no querosene da aviação e Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, benefício que qualquer indústria recebe ao se instalar no Nordeste.

Transnordestina — Com um investimento total de R$ 5,3 bilhões, sendo mais de 50% oriundos dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrados pela Sudene (R$ 2,6 bi), a Transnordestina além de gerar 550 mil empregos (diretos e indiretos), terá capacidade de transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano em 2.278 quilômetros de extensão. Serão 2700 vagões de 110 locomotivas (em 2020) que irão cruzar a região, resultando no aumento do valor das terras do cerrado nordestino, os custos logísticos de exportação e a reorganização espacial da produção agrícola.

Vários municípios de Alagoas serão contemplados com a nova Transnordestina, do sertão à zona da mata, passando por Maceió em direção a Recife. “A expectativa é que a ferrovia fortaleça vários setores da economia alagoana, fomentando o surgimento de novos polos de desenvolvimento e arranjos produtivos locais”, conclui Cândido do Nascimento.