Em entrevista à Agência Alagoas, o diretor-geral da Companhia Alagoana de Refrigerantes (Cial), Ruy Vieira, falou da nova fábrica que está sendo construída no Benedito Bentes e da preocupação que a unidade produtiva terá com o meio ambiente. Ele destacou o clima propício para a vinda de novos investimentos para Alagoas e afirmou que encontrou no Estado um ambiente confortável para receber a nova indústria.

A Cial está construindo uma nova fábrica no Benedito Bentes. Qual a previsão de inauguração?
A Companhia de Bebidas e Alimentos do São Francisco possui uma área de 210 mil m² e a perspectiva é de que ela seja inaugurada no próximo mês de julho.

Quantos empregos essa nova indústria vai gerar em Alagoas?

Esse número é muito relativo e vai depender do comportamento do mercado, mas nós estamos apostando com bastante confiança na economia do país. Vamos trabalhar para superar essa crise. A geração de emprego é inevitável, mas nós não sabemos esse número ao certo. Primeiro, porque nós não sabemos a intensidade com que a crise vem para Alagoas. Outro ponto importante é que nós estamos tentando transformar essa fábrica em um centro produtor de algumas categorias de produtos, o que acarretaria em mais empregos. A nova fábrica contempla um aumento de capacidade de produção de 50%, que vai atender aos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia. É a oportunidade de produzir novas categorias de produtos que hoje são comprados fora. Nós vamos tentar concentrar aqui no Estado para que ele seja um centro produtor das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Os empregos a serem gerados serão todos de Alagoas?
Eu diria que 98% dos trabalhadores serão alagoanos, assim como é hoje. Atualmente, nós temos cerca de mil empregos diretos. Seguramente, nós vamos ter um aumento de mais de 10% desse número de empregos. Isso vai depender muito do comportamento de mercado, desse cenário de crise, como ela vem, durante quanto tempo ela vai ficar, qual a intensidade dela, isso ainda não está muito claro. Também vai depender muito dos contratos que nós vamos conseguir para que a fábrica passe a ser um centro produtor de novos produtos como sucos, chás, energéticos, isotônicos, cervejas. Nós vamos trabalhar para produzir tudo isso. Estamos acreditando muito nesse projeto. É uma das fábricas mais modernas da América Latina.

A companhia de Bebidas e Alimentos do São Francisco vai ter uma preocupação especial com o meio ambiente. Que tratamento diferencial será dado?

Essa talvez seja a primeira entre as três primeiras fábricas que vai obter a certificação de Planta Verde, que contempla todas as ações de preservação do planeta, de cuidados com o meio ambiente, o melhor aproveitamento do consumo dos recursos naturais como a água, além de um processo avançado de tecnologia, um melhor consumo de energia e um trabalho junto aos fornecedores para que eles também se adequem a essa necessidade de preservação do meio ambiente. Também teremos muito cuidado para reduzir os resíduos produzidos.

Para isso, os funcionários vão passar por capacitações?
Sim, paralelamente à execução do projeto (construção da fábrica) já está sendo trabalhada essa questão das capacitações.

Porque Alagoas foi escolhida para sediar essa fábrica?

Porque, geograficamente, é um estado que está muito bem localizado, que tem uma logística favorável. É um estado no qual a gente acredita muito.

porque o Estado está sendo muito bem conduzido pelo governador Teotonio Vilela. Nós conhecemos as qualidades, as capacidades, a formação. É uma questão de confiança, que é uma coisa muito importante para qualquer investidor.

As políticas de incentivo do governo Teotonio Vilela Filho colaboraram para essa decisão?

Sem dúvida, o governo do Estado fez todo um esforço por meio de políticas de incentivo para a atração de novos investimentos, geração de renda e de empregos. Nós nos sentimos confortáveis em nos instalarmos aqui no Estado, porque nós sabemos quem está no comando. Conhecemos a forma como as coisas são tratadas aqui.

Como foi definido o local onde funcionará a fábrica?

O local foi escolhido primeiro por conta do terreno apropriado para o negócio e, depois, por possuir uma localização geográfica boa que facilita toda a logística do processo.