Dezenas de municípios gaúchos e paulistas estão em alerta por causa da febre amarela silvestre. Nos dois estados, a doença matou 14 pessoas nos últimos seis meses. Milhares estão sendo vacinadas.

 

No Rio Grande do Sul, os postos estão lotados nas áreas de risco. Para tomar a vacina é preciso retirar a senha e esperar. “Infelizmente, o problema está aí e a gente tem que prevenir, então vamos enfrentar essa fila e fazer a vacina”, disse a advogada Sandra Böettcher.

 

Esta semana, outra morte foi confirmada. É a sexta desde outubro, quando os primeiros sinais da doença apareceram.

 

Macacos foram encontrados mortos na região noroeste do estado. Eles foram infectados pelo haemagogus, um mosquito que vive nas matas e transmite a doença para o homem.

 

Segundo a Secretaria de Saúde, a zona de risco para a febre amarela atinge 182 municípios, 21% do estado.

 

A doença avançou 100 quilômetros a cada 30 dias no Rio Grande do Sul, velocidade que surpreende os especialistas e a população. A procura pela vacina é grande mesmo em Porto Alegre, que ainda está longe das áreas consideradas de risco.

 

As autoridades alertam: a vacina é indicada apenas para quem vive ou pretende viajar para as zonas de risco.

 

"Uma pessoa que mora na área rural, próxima aos rios e matas, corre um risco maior e tem que ser vacinada", orienta Francisco Paz, chefe do Centro de Vigilância em Saúde - RS.

 

Em São Paulo, onde a febre amarela já matou oito pessoas, 350 mil foram imunizadas. “A vacinação está indicada no estado de São Paulo para viajantes que se deslocam para o interior do estado, nessa região sudoeste, próximo a Avaré, Botucatu e especialmente regiões nestas áreas que sejam rurais”, disse Clélia Aranda, coordenadora da Secretaria de Saúde-SP.

 

A suspeita é de que os desmatamentos e o aumento da temperatura tenham levado o mosquito para áreas que antes não estavam infestadas.