Começando amanhã, a investigação do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Edmar Moreira (sem partido-MG) deixa pouco tempo para que o deputado, acusado de utilizar de forma irregular a verba indenizatória de R$ 15 mil, renuncie ao mandato e conserve seus direitos políticos. De acordo com o presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), a escolha do relator se dará depois de amanhã, data-limite para a renúncia.
Ele garantiu que o relator não será mineiro nem integrará a bancada do DEM ou do PR, partidos que acolheram Edmar nos últimos anos. Sem fazer análise sobre o caso, o presidente prometeu apresentar um projeto de alteração no Conselho de Ética, para que o relator possa escolher entre várias penas, que passam por advertência verbal e afastamento com suspensão de vencimentos.
Atualmente, as possibilidades são mais limitadas: advertência escrita, advertência verbal e suspensão de 30 dias, mas a escolha não é do relator, e sim quem entrega representação contra o parlamentar. Hoje, quarta-feira, a Mesa Diretora repassará ao Conselho o ato que acolheu a representação do PSOL, pedindo a cassação do mandato do parlamentar, que perderia os direitos políticos por oito anos.